medicine

Tramal

Laboratório: Pfizer

Princípio ativo: Cloridrato de Tramadol

Bula

tra03e(140)com
1
15/08/08
Tramal®
cloridrato de tramadol
PARTE I
IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Nome comercial:
Tramal®
Nome genérico:
cloridrato de tramadol
Formas farmacêuticas:
comprimidos revestidos, cápsulas, solução oral e solução injetável.
Vias de administração:
ORAL (comprimidos revestidos, cápsulas e solução oral),
INTRAVENOSA ou INTRAMUSCULAR (solução injetável).
Apresentações comercializadas:
Tramal®
Retard 100 mg em embalagem contendo 10 comprimidos revestidos.
Tramal® 50 mg em embalagem contendo 10 cápsulas.
Tramal® solução oral (100 mg/mL) em embalagem contendo 1 frasco gotejador com 10 mL.
Tramal® 50 solução injetável (50 mg/mL) em embalagem contendo 5 ampolas com 1 mL.
Tramal® 100 solução injetável (50 mg/mL) em embalagem contendo 5 ampolas com 2 mL.
USO ADULTO
Composição:
Cada comprimido revestido de Tramal®
Retard contém 100 mg de cloridrato de tramadol.
Excipientes
: celulose microcristalina, lactose monoidratada, estearato de magnésio,
hipromelose, propilenoglicol, sílica gel, macrogol, talco e dióxido de titânio.
Cada cápsula de Tramal® contém 50 mg de cloridrato de tramadol.
Excipientes
: celulose microcristalina, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio e sílica
gel.
Cada mL (1 mL = 40 gotas) de Tramal® solução oral (100 mg/mL) contém 100 mg de
cloridrato de tramadol.
Excipientes
: glicerol, propilenoglicol, sacarose, ciclamat o de sódio, sacarina sódica, sorbato
de potássio, hidroxiestearato de macrogolglicerol, óleo de menta, anis artificial e água
purificada.
Cada mL da solução injetável de Tramal® 50 ou Tramal® 100 contém 50 mg de cloridrato
de tramadol.
Excipientes
: acetato triidratado de sódio e água para injetáveis.
tra03e(140)com
2
15/08/08
PARTE II
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO
Tramal® (cloridrato de tramadol) é um medicamento à base de tramadol, uma substância
opióide, com efeito analgésico considerável, utilizada para aliviar a dor. O início de ação do
Tramal® ocorre, aproximadamente, dentro de 1 hora após a administração.
INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
Tramal® (cloridrato de tramadol) é indicado para o alívio da dor de intensidade moderada a
grave, do tipo aguda, subaguda e crônica.
RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
Tramal® (cloridrato de tramadol) é contra-indicado se você apresenta hipersensibilidade
(alergia) a tramadol ou a qualquer componente do produto; é também contra-indicado nas
intoxicações agudas por álcool, medicamentos hipnóticos, analgésicos, opióides e outros
psicotrópicos. Tramal® é contra-indicado se você faz tratamento com medicamentos
inibidores da MAO (enzima que metaboliza o neurotransmissor serotonina), ou se você foi
tratado com esses medicamentos nos últimos 14 dias.
Tramal® não deve ser utilizado se você tem epilepsia e as crises não estão controladas com
tratamento adequado.
Tramal® não deve ser utilizado para tratamento de abstinência de narcóticos.
Advertências
Informe ao seu médico caso tenha problemas nos rins ou no fígado, pois nesses casos o
médico avaliará qual deve ser a dose e administração adequada de Tramal® no seu caso.
A presença de qualquer outro problema de saúde pode sofrer interferência com o uso de
Tramal®. Tramal® deve ser usado com cautela nas seguintes condições: dependência aos
opióides, ferimentos na cabeça, choque (estado de profunda depressão mental ou física,
conseqüente de lesão física grave ou distúrbio emocional), distúrbios do nível de
consciência de origem não estabelecida, distúrbios da função ou do centro respiratório,
pressão intracraniana aumentada.
Foram relatadas convulsões em pacientes recebendo Tramal® nas doses recomendadas. O
risco pode aumentar quando as doses de Tramal® são maiores do que a dose diária
máxima recomendada (400 mg). Tramal® pode elevar o risco de convulsões se você estiver
tomando junto outras medicações que reduzam o limiar para crises convulsivas (vide
“Interações Medicamentosas”). Informe ao seu médico se você tem epilepsia, ou tendência
a ter convulsões.
Tramal® apresenta um baixo potencial de causar dependência. No uso por um período
prolongado, pode-se desenvolver tolerância e dependência física e psíquica ao
tra03e(140)com
3
15/08/08
medicamento. Se você tem tendência à dependência ou ao abuso de medicamentos,
Tramal® só deve ser usado por períodos curtos e sob supervisão médica rigorosa.
Tramal® não é indicado como substituto em pacientes dependentes de opióides. Tramal®
não pode suprimir os sintomas da síndrome de abstinência da morfina.
Tramal® Retard contém lactose em sua composição. Portanto, se você tem o problema
hereditário raro de intolerância à galactose, a deficiência de lactase Lapp ou má-absorção
de glicose-galactose, consulte o seu médico antes de iniciar o tratamento.
Atenção: Tramal® solução oral contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela
em diabéticos.
Durante o tratamento, você não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua
habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Como não estão disponíveis evidências adequadas na segurança de tramadol em mulheres
grávidas, Tramal® não deve ser utilizado durante a gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação
médica ou do cirurgião-dentista.
Tramal® não deve ser usado por mulheres que estejam amamentando. Geralmente, não há
necessidade de interromper a amamentação após uma única dose de Tramal®.
Precauções
Vide “Advertências”.
Interações Medicamentosas
Tramal® não deve ser combinado com medicamentos inibidores da MAO (vide “Contra-
indicações”). Informe ao seu médico se você está sob tratamento com inibidores da MAO.
A administração de Tramal® junto com outros medicamentos depressores do sistema
nervoso central (SNC), incluindo álcool, pode potencializar os efeitos no sistema nervoso
central.
Não consuma bebidas alcoólicas durante o tratamento com Tramal®.
Se você usar carbamazepina (indutor enzimático) antes ou junto com o tratamento com
Tramal®, pode ocorrer diminuição do efeito analgésico (alívio da dor) e da duração da ação
do medicamento.
Não se recomenda o uso de buprenorfina, nalbufina, pentazocina junto com Tramal®, pois o
ef eito analgésico do Tramal® pode ser teoricamente reduzido nessas circunstâncias.
Tramal® pode induzir convulsões e aumentar o potencial de ação dos medicamentos
inibidores seletivos da recaptação de serotonina, antidepressivos tricíclicos, neurolépticos e
outros medicamentos que diminuem o limiar para crises convulsivas.
O tratamento com Tramal® concomitante com derivados cumarínicos (varfarina) ou com
medicamentos serotoninérgicos deve ser cuidadosamente monitorado pelo seu médico.
tra03e(140)com
4
15/08/08
Outros fármacos como o cetoconazol e a eritromicina, podem interferir no tratamento com
Tramal®.
NÃO FORAM REALIZADOS ESTUDOS CONTROLADOS EM P ACIENTES NA FAIXA
ETÁRIA ABAIXO DOS 16 ANOS.
INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTISTA O APARECIMENTO DE
REAÇÕES INDESEJÁVEIS.
INFORME AO SEU MÉDICO OU CIRURGIÃO-DENTI STA SE VOCÊ ESTÁ FAZENDO
USO DE ALGUM OUTRO MEDICAMENTO.
NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
MODO DE USO
Tramal® Retard (cloridrato de tramadol) apresenta-se na forma de comprimido revestido
redondo, biconvexo e branco. O produto tem sabor e odor característicos.
Tramal® cápsulas apresenta-se na forma de cápsula gelatinosa dura com tampa verde
opaco e corpo amarelo opaco. O produto tem sabor e odor característicos.
Tramal® solução oral apresenta-se na f orma de um líquido claro e levemente viscoso, livre
de impurezas visíveis. O produto tem sabor característico e odor de anis e menta.
Tramal® solução injetável apresenta-se na forma de um líquido inodoro (sem cheiro), incolor
e livre de partículas
.
Para se obter ef eito ótimo, a posologia deve ser individualizada, ajustando-a à intensidade
da dor e à sua sensibilidade individual.
O esquema posológico recomendado serve como regra geral. A princípio, deve ser
selecionada a menor dose analgésica eficaz.
As doses usuais diárias recomendadas a seguir preenchem as necessidades da maioria dos
pacientes, embora existam casos que necessitem doses maiores.
Adultos e jovens com mais de 16 anos de idade:
Forma Farmacêutica Dose única Dose diária
Modo de uso
Tramal® Retard
comprimido revestido 1 a 2 comprimidos até 4 comprimidos
Deve ser ingerido com
um pouco de água,
duas vezes ao dia, de
preferência pela manhã
e à noite.
Tramal® cápsulas 1 a 2 cápsulas até 8 cápsulas Deve ser ingerido com
um pouco de água.
Tramal® solução oral
20 gotas, 8 vezes
ao dia ou 40 gotas,
4 vezes ao dia
até 160 gotas
Deve ser ingerido com
um pouco de água pura
ou açucarada.
tra03e(140)com
5
15/08/08
Tramal® 50 mg
solução injetável
1 a 2 ampolas IV
1 a 2 ampolas IM até 8 ampolas
Por via intravenosa: por
injeção lenta ou (1
mL/min), ou em solução
por gotejamento
Tramal® 100 mg
solução injetável
1 ampola IV
1 ampola IM até 4 ampolas
Por via intravenosa: por
injeção lenta ou (1
mL/min), ou em solução
por gotejamento
Tramal® cápsulas e comprimidos revestidos não devem ser mastigados ou partidos. Eles
devem ser engolidos inteiros com quantidades adequadas de líquidos para deglutição.
Tramal® por via oral (cápsula, solução oral e comprimidos revestidos) pode ser administrado
com ou sem alimentos.
Informe ao seu médico se você achar que o efeito de Tramal® está muito forte ou muito
fraco.
Dependendo da intensidade da dor, o efeito dura 4 – 8 horas. Normalmente não se deve
usar doses maiores que 400 mg/dia (correspondente a 8 cápsulas de 50 mg, 20 gotas x 8
vezes, 8 ampolas de 50 mg, 4 ampolas de 100 mg ou 4 comprimidos de Tramal® Retard
100 mg).
Entretanto, no tratamento da dor grave proveniente de tumor e na dor pós-operatória grave,
pode ser necessário ajuste de dose, sempre a critério do seu médico.
Para o tratamento da dor grave pós-operatória doses ainda maiores podem ser necessárias
para a analgesia pretendida no período imediatamente pós-operatório. Geralmente, as
necessidades após 24 horas não são maiores que a administração normal.
Após abertura da ampola de Tramal® 50 ou Tramal® 100 solução injetável, qualquer
solução não utilizada deve ser devidamente descartada.
Incompatibilidades
Tramal® solução injetável demonstrou ser incompatível (imiscível, ou seja, não se mistura)
com soluções injetáveis de diclofenaco, indometacina, fenilbutazona, diazepam,
flunitrazepam, midazolam e trinitrato de glicerol.
tra03e(140)com
6
15/08/08
Uso em Pacientes com Insuficiência Renal e/ou Hepática
Na dor aguda, Tramal® (solução oral, solução injetável e cápsulas) deve ser administrado
apenas uma vez ou em pequeno número de vezes. Portanto, não é necessário ajuste de
dose.
Informe ao seu médico se você apresenta insuficiência renal (doença dos rins) e/ou hepática
(doença do fígado) grave. Em casos menos graves, o médico deve considerar o
prolongamento dos intervalos entre as doses.
Uso em Idosos
Na dor aguda, Tramal® deve ser administrado apenas uma vez ou em pequeno número de
vezes. Portanto, não é necessário ajuste de dose. Na dor crônica normalmente não é
necessário um ajuste da dosagem em pacientes idosos (até 75 anos) que não apresentam
insuficiência hepática (do fígado) ou renal (dos rins). Em pacientes idosos (acima de 75
anos), o médico deve aumentar o intervalo da dose de acordo com a necessidade.
Duração do tratamento
O tratamento com Tramal® deve ser feito apenas pelo período de tempo necessário. Se for
necessário tratamento prolongado devido à natureza e gravidade da doença, o médico deve
estabelecer a duração, exercendo monitoramento regular e cuidadoso, e fazer algumas
interrupções (pausas) na administração do medicamento se necessário.
Instruções no esquecimento da dose
Caso você esqueça de tomar Tramal® no horário estabelecido pelo seu médico, tome-o
assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule
a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses
recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o medicamento em dobro para
compensar doses esquecidas.
O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.
SIGA A ORIENTAÇÃO DO SEU MÉDICO, RESPEITANDO SEMPRE OS HORÁRIOS, AS
DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.
NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE
USAR, OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.
TRAMAL® COMPRIMIDOS REVESTIDOS E CÁPSULAS NÃO PODEM SER PARTIDOS
OU MASTIGADOS.
REAÇÕES ADVERSAS
As reações adversas mais comumente relatadas são náusea e tontura, ambas ocorrendo
em mais de 10% dos pacientes.
Comum (1-10%):
dor de cabeça, confusão, vômito, constipação, boca seca, transpiração.
tra03e(140)com
7
15/08/08
Incomum (< 1%):
regulação cardiovascular (palpitação, taquicardia, hipotensão ortostática
(postural) ou colapso cardiovascular), ânsia de vômito,
irritação gastrintestinal (uma
sensação de pressão no estômago ou de distensão abdominal (sensação de estômago
cheio)), reações dérmicas (por ex.: prurido (coceira),
rash
(erupções na pele), urticária).
Raro (< 0,1%):
bradicardia (diminuição da freqüência cardíaca), hipertensão (aumento da
pressão sangüínea), alterações no apetite, parestesia (sensação de formigamento),
tremores, depressão respiratória, convulsão epileptiforme, alucinações, confusão, distúrbios
do sono e pesadelos, alteração do humor, alterações em atividade (hipoatividade ou
hiperatividade), alterações na capacidade cognitiva e sensorial (por exemplo, dificuldade
para tomar decisão, problemas de percepção), dependência do medicamento, visão turva,
fraqueza motora, distúrbios de micção (dificuldade na passagem da urina e retenção
urinária), reações alérgicas (por ex.: dispnéia (dificuldades para respirar), broncoespasmo,
ronco, edema angioneurótico), anafilaxia (um tipo de reação alérgica), sintomas de reação
de retirada do medicamento (agitação, ansiedade, nervosismo, hipercinesia (atividade
muscular excessiva), sintomas gastrintestinais).
Se as doses recomendadas são consideravelmente excedidas e outras substâncias
depressoras do sistema nervoso central são administradas concomitantemente, pode
ocorrer depressão respiratória.
Foi relatada piora de asma, embora não tenha sido estabelecida uma relação causal.
Em poucos casos isolados foram relatados aumento nos valores das enzimas hepáticas em
associação temporal com uso terapêutico de Tramal® (cloridrato de tramadol).
Outros sintomas que foram relatados raramente após a descontinuação do tramadol
incluem: ataque de pânico, ansiedade grave, alucinação, parestesia, zumbido e sintomas
incomuns do SNC.
CONDUTAS EM CASO DE SUPERDOSE
Sintomas
Em princípio, no caso de intoxicação com tramadol, são esperados sintomas similares aos
outros analgésicos de ação central (opióides). Estes incluem em particular miose (contração
da pupila dos olhos), vômito, colapso cardiovascular, distúrbios de consciência podendo
levar ao coma, convulsões e depressão respiratória até parada respiratória.
Tratamento
Caso ocorra superdose do medicamento, procure auxílio médico imediatamente.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO
Tramal® (cloridrato de tramadol) comprimidos revestidos e cápsulas devem ser conservados
em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegidos da luz e umidade.
Tramal® solução injetável deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C),
protegido da luz.
tra03e(140)com
8
15/08/08
Tramal® solução oral deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C),
protegido da luz. Manter o frasco bem fechado.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
tra03e(140)com
9
15/08/08
PARTE III
INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O tramadol é um analgésico opióide de ação central. É um agonista puro não-seletivo dos
receptores opióides µ (mi), d (delta) e ? (kappa), com uma afinidade maior pelo recept or µ
(mi). Outros mecanismos que contribuem para o efeito analgésico de tramadol são a inibição
da recaptação neuronal de noradrenalina e o aumento da liberação de serotonina.
O tramadol tem um efeito antitussígeno. Em contraste com a morfina, de uma maneira geral,
doses analgésicas de tramadol não apresentam ef eito depressor sobre sistema respiratório.
A motilidade gastrintestinal também não é afetada. Os efeitos no sistema cardiovascular
tendem a ser leves. Foi relatado que a potência de tramadol é 1/10 a 1/6 da potência da
morfina.
Propriedades Farmacocinéticas
Mais de 90% de tramadol é absorvido após administração oral. A biodisponibilidade absoluta
é em média 70% independente da ingestão concomitante com alimentos. A diferença entre
a quantidade de tramadol absorvida e a não metabolizada é provavelmente devido ao baixo
ef eito de primeira passagem. O efeito de primeira passagem após administração oral é de
30% no máximo.
Após administração intramuscular em humanos, tramadol é rápida e completamente
absorvido: o pico médio de concentração sérica (Cmáx) é atingido após 45 minutos, e a
biodisponibilidade é quase 100%.
O tramadol apresenta uma alta afinidade tecidual (V
d,ß
(beta) = 203 ± 40 L) e cerca de 20%
liga-se às proteínas plasmáticas.
Após administração oral de 100 mg na forma líquida, o pico de concentração plasmática
Cmáx é de 309 ± 90 ng/mL após 1,2 h e depois da mesma dose em forma sólida oral Cmáx
é 280 ± 49 ng/mL após 2h,
Após administração de Tramal® Retard (cloridrato de tramadol), o pico de concentração
plasmática Cmáx é de 141 ± 40 ng/mL após 4,9 horas.
O tramadol atravessa as barreiras placentária e hematoencefálica. Pequenas quantidades
de tramadol e do derivado O-desmetil são encontradas no leite materno (0,1% e 0,02%, da
dose aplicada respectivamente).
A meia-vida de eliminação (t1/2,
ß
) é de aproximadamente 6 horas, independentemente da
via de administração. Em pacientes acima de 75 anos de idade, a meia-vida de eliminação
pode ser prolongada por um fator de aproximadamente 1,4.
Em humanos, o tramadol é metabolizado principalmente por N- e O-desmetilação e
conjugação dos produtos da O-desmetilação com ácido glicurônico. Somente o O-
desmetiltramadol é farmacologicamente ativo. Há diferenças quantitativas interindividuais
consideráveis entre os outros metabólitos. Até o momento, onze metabólitos foram
detectados na urina. Experimentos em animais demonstraram que O-desmetiltramadol é 2-4
tra03e(140)com
10
15/08/08
vezes mais potente do que o f ármaco inalterado. A meia-vida t1/2,
ß
(6 voluntários sadios) é
de 7,9 h (5,4 – 9,6 h), bastante similar à meia-vida de tramadol.
A inibição das isoenzimas CYP3A4 e/ou CYP2D6 envolvidos na biotransformação de
tramadol pode afetar a concentração plasmática de tramadol ou seus metabólitos ativos. Até
o momento, não foram observadas interações clinicamente relevantes.
O tramadol e seus metabólitos são quase completamente excretados via renal. A excreção
urinária cumulativa é 90% da radioatividade total da dose administrada. Em casos de
insuficiência renal e hepática, a meia-vida pode ser ligeiramente prolongada. Em pacientes
com cirrose hepática, as meias-vidas de eliminação são de 13,3 ± 4,9 h (tramadol) e 18,5 ±
4,9 h (O-desmetiltramadol); em um caso extremo, determinou-se 22,3 h e 36 h,
respectivamente. Em pacientes com insuficiência renal (
clearance
de creatinina < 5
mL/minuto), os valores foram 11 ± 3,2 h e 16,9 ± 3 h; em um caso extremo 19,5 h e 43,2 h,
respectivamente.
O tramadol tem um perfil f armacocinético linear dentro da faixa de dose terapêutica.
A relação entre concentrações séricas e o efeito analgésico é dose-dependente, mas varia
consideravelmente em casos isolados. Uma concentração sérica de 100-300 ng/mL é
usualmente eficaz.
Dados de Segurança Pré-Clínicos
Após a administração repetida oral e parenteral de tramadol por 6-26 semanas em ratos e
cães, e após administração oral por 12 meses em cães, testes hematológicos, clínico-
químicos e histológicos não demonstraram evidências de alterações relacionadas à
substância. Somente ocorreram manifestações no sistema nervoso central após doses altas,
consideravelmente acima da dose terapêutica (agitação, salivação, espasmos e redução do
ganho de peso). Ratos e cães toleraram doses orais de 20 mg/kg e 10 mg/kg de peso
corpóreo, respectivamente, e cães toleraram doses retais de 20 mg/kg de peso corpóreo,
sem qualquer reação.
Em ratos, doses de no mínimo 50 mg/kg/dia de tramadol causaram toxicidade materna e
aumento da mortalidade neonatal. Os problemas com a prole foram distúrbios de ossif icação
e retardo na abertura vaginal e dos olhos. A fertilidade masculina não foi afetada. Após
doses elevadas (mínimo de 50 mg/kg/dia), as fêmeas sofreram redução na ocorrência de
gravidez. Em coelhos, foi relatada toxicidade materna em doses superiores a 125 mg/kg e
anomalias esqueléticas na prole.
Em alguns testes
in vitro,
houve evidência de ef eitos mutagênicos. Estudos
in vivo
não
demonstraram tais efeitos. Até o momento, tramadol pode ser classificado como não-
mutagênico.
Foram realizados estudos quanto ao potencial tumorigênico do cloridrato de tramadol em
ratos e camundongos. O estudo em ratos, não demonstrou evidência de aumento na
incidência de tumores devido a essa substância. No estudo em camundongos, houve uma
incidência aumentada de adenomas de células hepáticas em animais machos (aumento
dose-dependente, não-significativo a partir de 15 mg/kg) e um aumento nos tumores
pulmonares em fêmeas de todos os grupos de doses (significativo, mas não dose-
dependente).
RESULTADOS DE EFICÁCIA
tra03e(140)com
11
15/08/08
Estudos Clínicos
O tramadol foi administrado em dose única e oral de 50, 75 e 100 mg a pacientes com dores
geradas após procedimentos cirúrgicos e cirurgias bucais (extração de molares impactados).
Em um modelo de dose única em dor após cirurgia bucal, em muitos pacientes o alívio da
dor foi alcançado com doses de 50 e 75 mg de tramadol. A dose de 100 mg de tramadol
tende a promover analgesia superior à de 60 mg de sulfato de codeína, mas não foi tão
ef etiva como a combinação de 650 mg de ácido acetilsalicílico com 60 mg de fosfato de
codeína.
O tramadol foi estudado em três estudos clínicos controlados, a longo prazo, envolvendo um
total de 820 pacientes, onde 530 deles receberam tramadol. Pacientes com uma variedade
de condições de dor crônica foram estudados em um estudo clínico duplo-cego com
duração de um a três meses. Doses diárias médias de aproximadamente 250 mg de
tramadol em doses divididas, foram geralmente comparáveis a cinco doses diárias de 300
mg de paracetamol com 30 mg de fosfato de codeína, a cinco doses diárias de 325 mg de
ácido acetilsalicílico com 30 mg de fosfato de codeína ou a duas ou três doses diárias de
500 mg de paracetamol com 5 mg de cloridrato de oxicodona.
INDICAÇÕES
Tramal® (cloridrato de tramadol) é indicado para dor de intensidade moderada a grave, de
caráter agudo, subagudo e crônico.
CONTRA-INDICAÇÕES
Tramal® (cloridrato de tramadol) é contra-indicado a pacientes que apresentam
hipersensibilidade a tramadol ou a qualquer componente da fórmula; é também contra-
indicado nas intoxicações agudas por álcool, hipnóticos, analgésicos, opióides e outros
psicotrópicos. Tramal® é contra-indicado a pacientes em tratamento com inibidores da
MAO, ou pacientes que foram tratados com esses fármacos nos últimos 14 dias (vide
“Interações Medicamentosas”).
Tramal® não deve ser utilizado em epilepsia não-controlada adequadamente com
tratamento.
Tramal® não deve ser utilizado para tratamento de abstinência de narcóticos.
tra03e(140)com
12
15/08/08
MODO DE USAR E CONSERVAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
Modo de usar: vide “Posologia”
Tramal® (cloridrato de tramadol) comprimido revestido e cápsulas deve ser conservado em
temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegidos da luz e umidade.
Tramal® solução injetável deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C),
protegido da luz.
Tramal® solução oral deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C),
protegido da luz. Manter o frasco bem fechado.
POSOLOGIA
Para se obter ef eito ótimo, a posologia deve ser individualizada, ajustando-a à intensidade
da dor e sensibilidade individual do paciente.
O esquema posológico recomendado serve como regra geral. A princípio, deve ser
selecionada a menor dose analgésica eficaz. O tratamento da dor crônica exige um
esquema fixo de dosagem.
As doses usuais diárias recomendadas a seguir preenchem as necessidades da maioria dos
pacientes, embora existam casos que necessitam de doses mais elevadas.
Adultos e jovens com mais de 16 anos de idade:
Forma Farmacêutica Dose única Dose diária Modo de uso
Tramal® Retard
comprimido revestido 1 a 2 comprimidos até 4 comprimidos
Deve ser ingerido com
um pouco de água,
duas vezes ao dia, de
preferência pela manhã
e à noite.
Tramal® cápsulas 1 a 2 cápsulas até 8 cápsulas Deve ser ingerido com
um pouco de água.
Tramal® solução oral
20 gotas, 8 vezes
ao dia ou 40 gotas,
4 vezes ao dia
até 160 gotas
Deve ser ingerido com
um pouco de água pura
ou açucarada.
Tramal® 50 mg
solução injetável
1 a 2 ampolas IV
1 a 2 ampolas IM até 8 ampolas
Por via intravenosa: por
injeção lenta ou (1
mL/min), ou em solução
por gotejamento
Tramal® 100 mg
solução injetável
1 ampola IV
1 ampola IM até 4 ampolas
Por via intravenosa: por
injeção lenta ou (1
mL/min), ou em solução
por gotejamento
Tramal® pode ser administrado com ou sem alimentos.
Tramal® cápsulas e comprimidos revestidos não devem ser mastigados ou partidos. Eles
devem ser engolidos inteiros com quantidades adequadas de líquidos.
tra03e(140)com
13
15/08/08
Se após administração de dose única de 50 mg de tramadol (equivalente a 1 cápsula, 20
gotas de solução oral ou 1 ampola de 50 mg) o alívio da dor não f or alcançado dentro de 30-
60 minutos, uma segunda dose única de 50 mg pode ser administrada.
Em caso de dor grave, se a necessidade for maior, uma dose maior de Tramal® (100 mg de
tramadol) pode ser considerada para dose inicial, a critério médico.
Dependendo da intensidade da dor, o efeito dura 4 – 8 horas. Normalmente não se deve
exceder doses de 400 mg/dia (correspondente a 8 cápsulas de 50 mg, 20 gotas x 8 vezes, 8
ampolas de 50 mg, 4 ampolas de 100 mg ou 4 comprimidos de Tramal® Retard 100 mg).
Entretanto, no tratamento da dor grave proveniente de tumor e na dor pós-operatória grave,
podem ser necessárias doses mais elevadas, sempre a critério médico.
Para o tratamento da dor aguda pós-operatória doses ainda maiores podem ser necessárias
para a analgesia pretendida no período imediatamente pós-operatório. Geralmente, as
necessidades após 24 horas não são maiores que a administração normal.
Após a abertura da ampola de Tramal® 50 ou Tramal® 100 solução injetável, qualquer
solução não utilizada deve ser devidamente descartada.
Incompatibilidades
Tramal® solução injetável demonstrou ser incompatível (imiscível) com soluções injetáveis
de diclofenaco, indometacina, fenilbutazona, diazepam, flunitrazepam, midazolam e trinitrato
de glicerol.
Uso em Pacientes com Insuficiência Renal e/ou Hepática
Na dor aguda, Tramal® (solução oral, solução injetável e cápsulas) deve ser administrado
apenas uma vez ou em pequeno número de vezes. Portanto, não é necessário ajuste de
dose.
Tramal® não deve ser administrado a pacientes com insuficiência renal ou hepática grave.
Em casos menos graves, deve-se considerar o prolongamento dos intervalos entre as
doses.
Uso em Idosos
Na dor aguda, Tramal® deve ser administrado apenas uma vez ou em pequeno número de
vezes. Portanto, não é necessário ajuste de dose. Na dor crônica, normalmente não é
necessário um ajuste da dosagem em pacientes idosos (até 75 anos) sem manifestação
clínica hepática ou insuficiência renal. Em pacientes idosos (acima de 75 anos) a eliminação
pode ser prolongada. Portanto, se necessário, o intervalo da dose deve ser aumentado de
acordo com as necessidades do paciente.
tra03e(140)com
14
15/08/08
Duração do Tratamento
O tratamento com Tramal® deve ser efetuado apenas pelo período de tempo necessário. Se
for necessário tratamento prolongado da dor devido à natureza e gravidade da doença,
deve-se estabelecer sua duração e dosagem, exercendo monitoramento regular e
cuidadoso, e fazer algumas interrupções (pausas) na administração do f ármaco se
necessário.
Dose Omitida
Caso o paciente esqueça de utilizar Tramal®
no horário estabelecido, deve fazê-lo assim
que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de administrar a próxima dose, deve
desconsiderar a dose esquecida e utilizar a próxima. Neste caso, o paciente não deve
utilizar a dose duplicada para compensar doses esquecidas.
O esquecimento de dose pode comprometer a eficácia do tratamento.
ADVERTÊNCIAS
Tramal® (cloridrato de tramadol) deve ser usado com cautela nas seguintes condições:
dependência aos opióides; ferimentos na cabeça; choque, distúrbio do nível de consciência
de origem não estabelecida, pacientes com distúrbios da função respiratória ou do centro
respiratório; pressão intracraniana aumentada.
Tramal® deve somente ser usado com cautela nos pacientes sensíveis aos opióides.
Foram relatadas convulsões em pacientes recebendo tramadol nas doses recomendadas. O
risco pode aumentar quando as doses de Tramal® excederem a dose diária máxima
recomendada (400 mg). Tramal® pode elevar o risco de convulsões em pacientes tomando
concomitantemente outras medicações que reduzam o limiar para crises convulsivas (vide
“Interações Medicamentosas”). Pacientes com epilepsia, ou aqueles susceptíveis a
convulsões, somente deveriam ser tratados com tramadol sob circunstâncias inevitáveis.
Tramal® apresenta um baixo potencial de dependência. No uso a longo prazo, pode-se
desenvolver tolerância e dependência física e psíquica. Pacientes com tendência à
dependência ou ao abuso de medicamentos, só devem utilizar Tramal® por períodos curtos
e sob supervisão médica rigorosa.
Tramal® não é indicado como substituto em pacientes dependentes de opióides. Embora o
tramadol seja um agonista opióide, tramadol não pode suprimir os sintomas da síndrome de
abstinência da morfina.
Tramal® Retard contém lactose em sua composição. Portanto, pacientes com o problema
hereditário raro de intolerância à galactose, a deficiência de lactase Lapp ou má-absorção
de glicose-galactose, devem consultar o médico antes de iniciar o tratamento.
Atenção: Tramal® solução oral contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela
em diabéticos.
tra03e(140)com
15
15/08/08
Efeitos na Habilidade de Dirigir Veículos e Operar Máquinas
Pacientes em tratamento com Tramal® devem ser alertados quanto à realização de
atividades que exijam atenção, como dirigir veículos ou operar máquinas. Esse fato diz
respeito particularmente ao uso concomitante de bebidas alcoólicas ou substâncias
psicotrópicas, devido à possibilidade de potencialização dos efeitos indesejáveis de ambos
os fármacos.
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois
sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Uso durante a Gravidez
Estudos em animais revelaram que o tramadol, em doses muito altas, afeta o
desenvolvimento dos órgãos, ossificação e a taxa de mortalidade neonatal. Não foram
observados efeitos teratogênicos. O tramadol atravessa a barreira placentária. Como não
estão disponíveis evidências adequadas na segurança de tramadol em mulheres grávidas,
Tramal® não deve ser utilizado durante a gravidez.
O tramadol administrado antes ou durante o trabalho de parto, não afeta a contratilidade
uterina. Em neonatos, pode induzir alterações na taxa respiratória, normalmente de
importância clínica não relevante.
Tramal® é um medicamento classificado na categoria de risco de gravidez C.
Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem
orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a Lactação
Durante a lactação deve-se considerar que cerca de 0,1% da dose de tramadol é secretada
no leite materno. Tramal® não deve ser administrado a lactantes. Geralmente, não há
necessidade de interromper a amamentação após uma única administração de Tramal®.
USO EM I DOSOS, CRIANÇAS E OUTROS GRUPOS DE RISCO
Vide “Advertências”.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Tramal® (cloridrato de tramadol) não deve ser combinado com inibidores da MAO (vide
“Contra-indicações”).
Foram observadas interações medicamentosas sérias com inibidores da MAO, com risco de
vida com repercussão sobre o sistema nervoso central, função respiratória e cardiovascular
quando houve pré-medicação de inibidores da MAO nos últimos 14 dias antes do uso do
opióde petidina. As mesmas interações não podem ser descartadas durante o tratamento
com Tramal®.
A administração concomitante de Tramal® com outros f ármacos depressores do sistema
nervoso central (SNC), incluindo álcool, pode potencializar os efeitos no SNC.
tra03e(140)com
16
15/08/08
Os resultados dos estudos de farmacocinética demonstraram até o momento que a
administração prévia ou concomitante de cimetidina (inibidor enzimático) não é comum
ocorrer interações clinicamente relevantes. Administração prévia ou simultânea de
carbamazepina (indutor enzimático) pode reduzir o efeito analgésico e a duração da ação.
Não se recomenda a combinação de agonistas/antagonistas de receptores de morf ina (por
ex.: buprenorfina, nalbufina, pentazocina) e tramadol, pois o efeito analgésico de um
agonista puro pode ser teoricamente reduzido nessas circunstâncias.
Tramal® pode induzir convulsões e aumentar o potencial de inibidores seletivos da
recaptação de serotonina, antidepressivos tricíclicos, neurolépticos e outros fármacos que
diminuem o limiar para crises convulsivas.
Houve casos isolados de síndrome serotoninérgica com relação temporal com o uso
terapêutico de tramadol em combinação com outros medicamentos serotoninérgicos, tais
como inibidores seletivos da recaptação da serotonina ou inibidores da MAO, no caso de
Tramal® Retard. Os sintomas da síndrome serotoninérgica podem ser, por exemplo,
confusão, agitação, febre, transpiração, ataxia, hiperreflexia, mioclonia e diarréia. Após a
interrupção de medicamentos serotoninérgicos, geralmente observa-se uma melhora rápida.
O tratamento depende da natureza e gravidade dos sintomas.
O tratamento com Tramal® concomitante com derivados cumarínicos (varfarina) deve ser
cuidadosamente monitorado, devido a relatos de aumento no tempo de protrombina (INR) e
de equimoses em alguns pacientes.
Outros fármacos inibidores do CYP3A4, tais como o cetoconazol e a eritromicina, podem
inibir o metabolismo do tramadol (N-demetilação) e do metabólito ativo O-demetilado. A
importância clínica de tal interação não é conhecida (vide “Reações Adversas”).
REAÇÕES ADVERSAS A MEDICAMENTOS
As reações adversas mais comumente relatadas são náusea e tontura, ambas ocorrendo
em mais que 10% dos pacientes.
Sistema cardiovascular
Incomum (< 1%):
regulação cardiovascular (palpitação, taquicardia, hipotensão ortostática
ou colapso cardiovascular). Estes efeitos adversos podem ocorrer especialmente no caso de
administração intravenosa e em pacientes que são fisicamente estressados.
Raro (< 0,1%):
bradicardia, hipertensão.
Sistema nervoso central e periférico
Muito comum (> 10%):
tontura.
Comum (1-10%):
dor de cabeça, conf usão.
Raro (< 0,1%):
alterações no apetite, parestesia, tremor, depressão respiratória, convulsão
epileptiforme.
tra03e(140)com
17
15/08/08
Se as doses recomendadas são consideravelmente excedidas e outras substâncias
depressoras do SNC são administradas concomitantemente (vide “Interações
Medicamentosas”), pode ocorrer depressão respiratória.
Convulsões epileptiformes ocorreram principalmente após a administração de altas doses
de tramadol ou após o tratamento concomitante com fármacos que podem diminuir o limiar
para crise convulsiva (vide “Advertências” e “Interações Medicamentosas”).
Psiquiátrico
Raro (< 0,1%):
alucinações, confusão, distúrbios do sono e pesadelos.
Os efeitos colaterais psíquicos podem ocorrer após administração de Tramal® (cloridrato de
tramadol) que varia individualmente em intensidade e natureza (dependendo da
personalidade do paciente e duração do tratamento). Esses ef eitos incluem alteração no
humor (geralmente euforia, ocasionalmente disforia), alterações em atividade (geralmente
supressão, ocasionalmente elevação) e alterações na capacidade cognitiva e sensorial (por
ex.: comportamento de decisão, problemas de percepção).
Pode ocorrer dependência.
Visão
Raro (< 0,1%):
visão turva.
Sistema respiratório
Foi relatada piora de asma, embora não tenha sido estabelecida uma relação causal.
Trato gastrintestinal
Muito comum (> 10%):
náusea.
Comum (1-10%):
vômito,
constipação, boca seca.
Incomum (< 1%):
ânsia de vômito,
irritação gastrintestinal (uma sensação de pressão no
estômago ou de distensão abdominal).
Pele e apêndices
Comum (1-10%):
transpiração.
Incomum (< 1%):
reações dérmicas (por ex.: prurido,
rash
, urticária).
Músculo-esquelético
Raro (< 0,1%):
fraqueza motora.
tra03e(140)com
18
15/08/08
Sistema hepático e biliar
Em poucos casos isolados foram relatados aumento nos valores das enzimas hepáticas em
associação temporal com uso terapêutico de tramadol.
Trato urinário
Raro (< 0,1%):
distúrbios de micção (dificuldade na passagem da urina e retenção urinária).
Geral
Rara (< 0,1%):
reações alérgicas (por ex.: dispnéia, broncoespasmo, roncos, edema
angioneurótico) e anafilaxia.
Podem ocorrer sintomas de abstinência, similares aos que ocorrem durante a retirada de
opióides tais como, agitação, ansiedade, nervosismo, distúrbios do sono, hipercinesia,
tremor e sintomas gastrintestinais.
Outros sintomas que foram relatados raramente após a descontinuação do tramadol
incluem: ataque de pânico, ansiedade grave, alucinação, parestesia, zumbido e sintomas
incomuns do SNC.
SUPERDOSE
Sintomas
Em princípio, no caso de intoxicação com tramadol, são esperados sintomas similares aos
outros analgésicos de ação central (opióides). Estes incluem em particular miose, vômito,
colapso cardiovascular, distúrbios de consciência podendo levar ao coma, convulsões e
depressão respiratória até parada respiratória.
Tratamento
Aplicar medidas de emergência gerais. Manter a via respiratória pérvia e evitar aspiração,
manutenção da respiração e circulação dependendo dos sintomas. Em intoxicações com as
formulações orais, deve-se fazer o esvaziamento do estômago pela indução do vômito
(paciente consciente) ou lavagem gástrica. O antídoto no caso de depressão respiratória é a
naloxona. Em experimentos animais a naloxona não apresentou efeito no caso de
convulsões. Em tais casos, deve-se administrar diazepam intravenosamente.
O tramadol é pouco eliminado do soro por diálise. Portanto, o tratamento de intoxicação
aguda com Tramal® (cloridrato de tramadol) apenas com hemodiálise ou hemofiltração não
é apropriado.
ARMAZENAGEM
Tramal® (cloridrato de tramadol) comprimido revestido e cápsulas deve ser conservado em
temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegidos da luz e umidade.
Tramal® solução injetável deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C),
protegido da luz.
tra03e(140)com
19
15/08/08
Tramal® solução oral deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C),
protegido da luz. Manter o frasco bem fechado.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto.
tra03e(140)com
20
15/08/08
PARTE IV
DIZERES LEGAIS
MS – 1.0216.0160
Farmacêutica Responsável: Raquel Oppermann – CRF-SP nº 36144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA
RECEITA.
Tramal®
Retard e Tramal® cápsulas
Fabricado e embalado por:
Laboratórios Pfizer Ltda.
Guarulhos – SP
Tramal® solução injetável e solução oral
Fabricado por:
Grünenthal GmbH
Stolberg – Alemanha
Embalado por:
Grünenthal GmbH
Aachen – Alemanha
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 – Guarulhos – SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
Fale Pfizer 0800-16-7575
www.pfizer.com.br
Marca e produto sob licença de Grünenthal GmbH
TRA03e