medicine

Tecnocris

Laboratório: Zodiac Produtos Farmacêuticas

Princípio ativo: Sulfato de Vincristina

Bula

Tecnocris
®
sulfato de vincristina
I) IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
TECNOCRIS
®
Sulfato de vincristina
FORMA FARMACÊUTICA
Solução injetável
APRESENTAÇÃO
1 mg/mL. Embalagem com 1 frasco-ampola com 1 mL.
USO INTRAVENOSO
USO ADULTO E PEDIÁTRICO
COMPOSIÇÃO
Cada mL de TECNOCRIS
®
solução injetável contém:
Sulfato de vincristina .....................................................................................................................1 mg
Veículos: manitol, metilparabeno, propilparabeno, ácido acético, água para injetável....q.s.p .... 1 mL
II) INFORMAÇÕES AO PACIENTE
AÇÃO DO MEDICAMENTO
TECNOCRIS
®
é um medicamento antineoplásico. Sua ação deve-se principalmente à inibição da
multiplicação das células. O tratamento de neoplasias envolve o uso simultâneo de diversas
drogas. Assim, o sulfato de vincristina é freqüentemente escolhido como parte do tratamento.
INDICAÇÕES DO MEDICAMENTO
TECNOCRIS
®
pode ser utilizado como quimioterapia combinada no tratamento da leucemia aguda,
Doença de Hodgkin, linfomas malignos não Hodgkin (tipos linfocíticos, de células mistas,
histiocíticos, não diferenciados, nodulares e difusos), rabdomiossarcoma, neuroblastoma, tumor de
Wilms, sarcoma osteogênico, micose fungóide, sarcoma de Ewing, carcinoma de cervix uterino,
câncer de mama, melanoma maligno, carcinoma “oat cell” de pulmão e de tumores ginecológicos
de infância. Pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática verdadeira, resistentes ao
tratamento convencional, podem ser beneficiados com o uso desse medicamento. TECNOCRIS
®
,
também poderá ser utilizado nos esquemas de múltiplas drogas para o tratamento de algumas
neoplasias pediátricas, tais como: neuroblastoma, sarcoma osteogênico, sarcoma de Ewing,
rabdomiossarcoma, tumor de Wilms, doença de Hodgkin, linfoma não Hodgkin, carcinoma
embrionário de ovário e rabdomiossarcoma de útero.
RISCOS DO MEDICAMENTO
Contra-indicações
TECNOCRIS
®
é contra indicado em pacientes hipersensíveis à algum componente da fórmula, e
em pacientes que apresentam a forma desmielinizante da síndrome de Charcot-Marie Tooth. Deve-
se ter cautela especial às condições relacionadas nos itens Advertências e Precauções.
Advertências
TECNOCRIS
®
deve ser administrado exclusivamente por via intravenosa, não deve ser
administrado por via intramuscular, subcutânea ou intratecal. A administração intratecal de
TECNOCRIS
®
é fatal.
TECNOCRIS
®
deve ser administrado por profissional experiente e é extremamente importante que
a agulha ou catéter estejam corretamente inseridos na veia antes que qualquer quantidade de
TECNOCRIS
®
seja administrada.
Uso durante a gravidez: TECNOCRIS
®
pode causar danos fetais quando administrado em
mulheres grávidas. Informe imediatamente seu médico se estiver grávida.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação do médico
ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a amamentação: Não é conhecido que TECNOCRIS
®
seja excretado no leite
humano. Devido a muitas drogas serem excretadas no leite humano e ao potencial do
TECNOCRIS
®
em causar reações adversas graves em lactentes, deve-se decidir entre
descontinuar ou não a amamentação ou o tratamento, levando-se em consideração a importância
da droga para a mãe.
Uso em idosos: o médico deve avaliar riscos e benefícios para a utilização de TECNOCRIS
®
.
Precauções
Após a administração de drogas antineoplásicas pode ocorrer uma nefropatia úrica aguda, logo
deve-se observar a necessidade clínica de modificação da dose.
Como TECNOCRIS
®
parece não atravessar a barreira hematoencefálica em concentrações
adequadas, aconselha-se a utilização de drogas mais específicas no caso de leucemia do Sistema
Nervoso Central
.
Como alguns pacientes podem apresentar queda na contagem de glóbulos brancos e plaquetas, é
aconselhável realizar um hemograma completo antes da administração da próxima dose, levando
em consideração pacientes com leucopenia ou infecção com complicações.
Em pacientes com distúrbios neurológicos concomitantes, deve-se dar atenção especial à
posologia, objetivando minimizar possíveis reações adversas; o mesmo se aplica quando da
utilização concomitante de drogas potencialmente neurotóxicas.
É necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática e icterícia ou recebendo
radiações no fígado.
O uso associado de mitomicina C com os alcalóides da vinca pode desencadear reações de
broncoespasmo e dispnéia aguda, que pode ocorrer dentro de minutos ou várias horas após a
administração da droga. Pode ocorrer dispnéia progressiva que necessite de terapia crônica e
neste caso, TECNOCRIS
®
não deve ser readministrado.
Em caso de contato acidental dos olhos com TECNOCRIS
®
, pode ocorrer irritação grave e
ulceração de córnea, recomendando-se, portanto, que o olho atingido seja lavado imediata e
vigorosamente com água.
Interações Medicamentosas
A administração concomitante de TECNOCRIS
®
e itraconazol (inibidor do metabolismo) causou
início prematuro e/ou aumento da gravidade dos efeitos adversos neuromusculares. O uso
concomitante de TECNOCRIS
®
com fenitoína pode causar redução dos níveis sanguíneos do
anticonvulsionante e conseqüente aumento da convulsão e o ajuste de dose pode ser necessário
baseado na monitorização do nível sanguíneo. A contribuição de TECNOCRIS
®
para essa
interação com fenitoína não é certa.
TECNOCRIS
®
pode interagir com os seguintes medicamentos:
Alopurinol, colchicina, probenecida e sulfimpirazona: provocando um aumento da
concentração sérica de ácido úrico. Torna-s e necessário, portanto, um ajuste da dose dessas
substâncias para se evitar uma possível nefropatia.
Asparginase: pode acarretar neurotoxidade. Aconselha-se que, quando da necessidade de
associação com TECNOCRIS
®
, a asparginase seja administrada após o TECNOCRIS
®
.
Bleomicina: o uso de TECNOCRIS
®
associado com a bleomicina facilita a ação da bleomicina,
pois interrompe o ciclo celular na fase de mitose.
Medicamentos que produzem discrasia sangüínea, depressores da medula óssea e
radioterapia: o uso simultâneo com o TECNOCRIS
®
pode potencializar a ação depressora sobre a
medula óssea.
Doxorrubicina: o uso com TECNOCRIS
®
e prednisona acarreta maior depressão medular, não
sendo aconselhável esta combinação.
Medicamentos neurotóxicos e irradiação da medula: pode levar a uma neurotoxicidade auditiva.
Vacinas com vírus vivos: como os mecanismos de defesa estão diminuídos, o uso simultâneo de
vacinas com vírus vivos pode acarretar uma replicação desses vírus, aumentar os eventos
adversos da vacina e/ou diminuir a resposta humoral do paciente à vacina. A imunização de
pacientes em tratamento com TECNOCRIS
®
só deverá ser realizada com a autorização do médico
oncologista responsável e após uma avaliação do quadro hematológico do paciente.
O intervalo de tempo entre a interrupção dos medicamentos que produzem imunossupressão e a
recuperação da capacidade de resposta à vacina depende do agente utilizado, de sua intensidade
e da enfermidade subjacente, entre outros fatores e estima-se em aproximadamente 3 meses a 1
ano. Os pacientes com leucemia em fase de remissão não devem receber vacinas com vírus vivos
em até pelo menos 3 meses após a última quimioterapia. Além disso, a imunização com vacinas
orais de poliovírus devem ser adiadas naquelas pessoas em contato direto com o paciente,
especialmente os membros da família.
Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro
medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.
MODO DE USO
TECNOCRIS
®
deve ser administrado exclusivamente por via intravenosa em intervalos semanais. A
utilização da administração por via intratecal é fatal.
A aplicação de TECNOCRIS
®
deve ser realizada apenas por profissionais experientes no uso de
drogas citostáticas. Deve-se ter extrema cautela no cálculo e na administração da dose de
TECNOCRIS
®
, pois a superdose geralmente acarreta reação adversas muito graves e até fatais. O
cálculo da dose é feito de acordo com a doença e a necessidade de medicamentos associados.
TECNOCRIS
®
é um medicamento de uso restrito a hospitais e administrado por infusão intravenosa .
O esquema posológico e o plano de tratamento deverão ser determinados pelo médico, de acordo
com a necessidade do paciente. Para mais informações sobre a posologia deste medicamento,
consulte seu médico ou a bula específica para o profissional de saúde.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.
REAÇÕES ADVERSAS
Antes da utilização de TECNOCRIS
®
, pacientes e familiares devem ser alertados quanto a
possibilidade de ocorrência de eventos adversos pelo uso do próprio medicamento e suas
associações. Essas reações geralmente são reversíveis e dose-dependentes.
O evento adverso mais freqüente é a alopécia e os mais desagradáveis são os distúrbios
neuromusculares.
Quando são utilizadas doses únicas semanais, as reações adversas tipo leucopenia, dor neurítica,
obstipação e dificuldade para caminhar são geralmente de curta duração (duram menos do que
sete dias). Quando a dose é reduzida, estas reações diminuem de intensidade ou desaparecem.
Elas parecem aumentar quando o total da droga é administrado em doses fracionadas. Outras
reações como perda de cabelo, parestesia, descoordenação motora, diminuição das sensações,
diminuição dos reflexos tendinosos profundos e cansaço muscular podem persistir durante todo o
período de tratamento. A disfunção generalizada sensorial e motora pode agravar-se
progressivamente com a continuação do tratamento. Na maioria dos casos, as reações adversas
desaparecem por volta da sexta semana após a suspensão do tratamento; porém em alguns
pacientes, as dificuldades neuromusculares podem persistir por períodos mais prolongados. O
cabelo pode voltar a crescer durante a terapia de manutenção.
Hipersensibilidade: casos raros de reações tipo alérgicas, como anafilaxia, erupção cutânea e
edema, relacionadas a pacientes que receberam vincristina como parte da poliquimioterapia.
Gastrintestinais: pode ocorrer obstipação, cólicas abdominais, perda de peso, náuseas, vômitos,
ulcerações orais, diarréia, íleo paralítico, necrose e/ou perfuração intestinal e anorexia. A
obstipação pode levar a um bloqueio do colo ascendente e, no exame físico o reto pode encontrar-
se vazio. A dor abdominal ou cólica, na presença de reto vazio, pode confundir o médico. Uma
simples radiografia do abdomen é útil para demonstrar essa condição. Todos os casos
responderam ao tratamento com laxativos e enemas. Pode ocorrer íleo paralítico, mimetizando o
“abdomen cirúrgico”, particularmente em crianças pequenas. Este quadro é revertido com a
interrupção temporária do medicamento e com tratamento sintomático.
Renais: foram relatados poliúria, disúria e retenção urinária devido à atonia da bexiga. Outras
drogas que também causam retenção urinária (particularmente em idosos) devem, se possível, ser
temporariamente suspensas durante os primeiros dias após a administração de sulfato de
vincristina.
Hematológicas: o sulfato de vincristina parece não exercer qualquer efeito constante ou
significativo sobre as plaquetas ou hemácias. A depressão grave da medula óssea não é
geralmente o maior fator dose-limitante. Contudo, foram relatadas anemia, leucopenia, e
trombocitopenia. A trombocitopenia, se presente quando a terapia com sulfato de vincristina é
iniciada, pode melhorar efetivamente antes do aparecimento da remissão da medula.
Cardiovasculares: hipertensão e hipotensão foram relatados. Quimioterapia que inclui o sulfato de
vincristina quando administrada a pacientes previamente tratados com radioterapia do mediastino
foi associada a doenças coronárias e infarto do miocárdio. A causalidade não foi estabelecida.
Endócrina: ocorrências raras de uma síndrome atribuída à secreção inadequada de hormônio anti-
diurético foi observado em pacientes tratados com sulfato de vincristina. Essa síndrome é
caracterizada por uma alta excreção de sódio na urina, na presença de hiponatremia, e na
ausência de doença renal ou adrenal, hipotensão, desidratação, azotemia e edema clínico. Com a
restrição hídrica, ocorre melhora na hiponatremia e na perda renal de sódio.
CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
A superdose de TECNOCRIS® pode acarretar uma exacerbação, às vezes fatal, das reações
mencionadas anteriormente, uma vez que estas reações tóxicas são dose-relacionadas.
Os serviços especializados de oncologia sabem como proceder em casos de reações adversas.
CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO E USO
Conservar o produto sob refrigeração (2º - 8ºC) e proteger da luz. A solução resultante poderá ser
armazenada em geladeira por 14 dias sem perda significativa de sua ação. TECNOCRIS
®
também
pode ser diluído em água destilada ou soro fisiológico em concentrações de 0,01 a 1 mg/mL.
TECNOCRIS
®
não deve ser misturado no mesmo recipiente com qualquer outra medicação antes
ou durante sua aplicação. Não utilizar soluções que alterem o pH (3,5 a 5,5) para mais ou para
menos.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças
III) INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE
CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
TECNOCRIS® é um agente quimioterápico útil para o tratamento de neoplasias e pertence a classe
dos produtos naturais pois é um alcalóide obtido de uma planta florescente comum, a pervinca
(
Vinca rosea Liné
). Conhecida originalmente como leucocristina, tem sido designada também como
LCR e VCR. A relativa baixa toxicidade da vincristina para as células normais de medula óssea
torna-a uma droga extraordinária dentre as drogas antineoplásicas, sendo frequentemente utilizada
em associação quimioterápica com outros agentes mielosupressores.
Farmacodinâmica
Os alcalóides da vinca são agentes que atuam especificamente sobre o ciclo celular, bloqueando a
mitose com interrupção da metáfase. Esta ação biológica da vincristina pode ser explicada por sua
habilidade em unir-se especificamente com a tubulina, que é um componente chave dos
microtúbulos celulares que dão origem ao esqueleto celular. A união da vincristina com os túbulos é
complexa e diferentes sítios moleculares estão envolvidos. O fato mais evidente é que a inibição da
formação completa de tubulina acarreta uma dissolução dos microtúbulos, uma inibição da
formação do fuso mitótico e interrupção da mitose na metáfase.
Além desta ação chave sobre a formação do fuso mitótico, há evidências de que a vincristina
também tenha outras ações como: aumento da síntese do AMP cíclico, em ratos; modificação no
transporte de cálcio calmodulina-dependente; redução da incorporação da uridina para a síntese do
RNA transportador; bloqueio na incorporação de fosfolipídeos.
Entretanto, ainda não existem relações muito claras entre estas ações e a sua aplicação na prática
clínica. Somente a inibição da formação da tubulina está relacionada com a atividade citotóxica da
vincristina e é possível que certas atividades sobre o SNC ou transmissão neuromuscular, que
envolvam a formação de microtúbulos, possam também ser afetadas por este derivado alcalóide da
vinca. Apesar da similaridade estrutural entre os derivados da vinca, não se observou uma
resistência cruzada entre eles.
Recentemente, entretanto, a atenção tem sido voltada para o fenômeno pleiotrópico da resistência
das drogas, na qual as células tumorais apresentam resistências cruzadas com uma ampla gama
de agentes não similares. Assim, células de tumores animais e humanos que apresentam uma
resistência cruzada aos alcalóides da vinca, às epipodofilotoxinas, às antraciclinas, dactinomicina e
com a colchicina têm sido identificadas. Alterações cromossômicas que consistem em amplificação
do gene têm sido observadas. Existem, todavia, relatórios de que os agentes bloqueadores dos
canais de cálcio, como o verapamil, podem reverter a resistência para a vincristina e doxorrubicina.
A quimioterapia do câncer envolve o uso simultâneo de diversas drogas. Já que estas drogas
possuem toxicidade e mecanismo de ação característicos, a associação deve ser feita de maneira
que o aumento do efeito terapêutico ocorra sem adição de toxicidade. Raramente encontram-se
resultados igualmente satisfatórios com o tratamento com apenas uma droga. Assim,
TECNOCRIS
®
é escolhido freqüentemente como parte de uma poliquimioterapia pela ausência de
supressão significante de medula óssea (em doses recomendadas) e pela sua toxicidade clínica
característica.
Farmacocinética
Não há ainda dados conclusivos sobre a absorção oral da vincristina. Nas doses clínicas usuais, a
concentração plasmática é de 0,4 M.
Após a administração intravenosa em animais, as concentrações tissulares são muito maiores do
que as concentrações séricas. A droga é excretada principalmente pelo fígado e através da bile. No
rato, após a administração intraperitoneal da vincristina, observou-se um pico de concentração
sérica após 3 horas de administração, com uma meia-vida plasmática de 15 e 75 minutos.
Após a administração intravenosa em humanos, a curva de eliminação plasmática é compatível
com o modelo tricompartimental, apresentando meias-vidas inicial, intermediária e final ao redor de
5 minutos, 2 horas e 18 minutos, e 85 horas, respectivamente. Como ficou demonstrado em
animais, o fígado é o maior órgão excretor (67%), cerca de 80% da dose administrada é eliminada
nas fezes e o restante (10-20%) na urina.
Após 15 a 30 minutos da administração intravenosa, mais de 90% da droga já se encontra nos
tecidos, onde permanece localizada mas não irreversivelmente ligada. A vincristina liga-se às
proteínas plasmáticas (75%) e concentra-se extensivamente nas plaquetas e, em menor
quantidade, nos leucócitos e eritrócitos.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Em estudo clínico publicado no JCO, a combinação de vincristina com prednisona foi superior à
utilização isolada de melphalan em termos de sobrevida no tratamento do mieloma múltiplo inicial.
A utilização de protocolos contendo carboplatina e vincristina é eficaz no tratamento de gliomas de
baixo grau progressivo recém diagnosticados em crianças
.
INDICAÇÕES
TECNOCRIS
®
pode ser utilizado como quimioterapia combinada na leucemia linfóide aguda,
Doença de Hodgkin, linfomas malignos não Hodgkin (tipos linfocíticos, de células mistas,
histiocíticos, não diferenciados, nodulares e difusos), rabdomiossarcoma, neuroblastoma, tumor de
Wilms, sarcoma osteogênico, micose fungóide, sarcoma de Ewing, carcinoma de cervix uterino,
câncer de mama, melanoma maligno, carcinoma “oat cell”de pulmão e tumores ginecológicos de
infância. Pacientes com púrpura trombocitopênica idiopática verdadeira, resistentes ao tratamento
convencional, podem ser beneficiados com o uso desse medicamento. TECNOCRIS
®
, também
poderá ser utilizado nos esquemas de múltiplas drogas para o tratamento de algumas neoplasias
pediátricas, tais como: neuroblastoma, sarcoma osteogênico, sarcoma de Ewing,
rabdomiossarcoma, tumor de Wilms, doença de Hodgkin, linfoma não Hodgkin, carcinoma
embrionário de ovário e rabdomiossarcoma de útero.
CONTRA INDICAÇÕES
TECNOCRIS
®
é contra-indicado em pacientes hipersensíveis à algum componente da fórmula, e
em pacientes que apresentam a forma desmielinizante da Síndrome de Charcot-Marie Tooth. Deve-
se dar atenção especial às condições relacionadas nos itens Advertências e Precauções.
MODO DE USAR E CUIDADOS DE ADMINISTRAÇÃO DEPOIS DE ABERTO
TECNOCRIS
®
deve ser aplicado exclusivamente por via intravenosa em intervalos semanais. A
utilização da administração por via intratecal é fatal.
A aplicação de TECNOCRIS
®
deve ser realizada apenas por profissionais experientes no uso de
drogas citostáticas. Deve-se ter extrema cautela no cálculo e administração da dose de
TECNOCRIS
®
, pois a superdose geralmente acarreta reações adversas muito graves e até fatais.
O cálculo da dose é feito de acordo com a doença e a necessidade de medicamentos associados.
A neurotoxicidade parece estar relacionada com a dose.
É extremamente importante certificar-se de que a agulha ou catéter estejam corretamente inseridos
na veia antes que qualquer quantidade de TECNOCRIS
®
seja administrada.
Caso ocorra extravasamento, pode ocorrer irritação considerável e a administração deve ser
descontinuada imediatamente e qualquer porção restante da dose deve ser aplicada em outra veia.
A injeção local de hialuronidase e a aplicação de calor local moderado na área do extravasamento
ajudam a dispersar a droga minimizando o desconforto e a possibilidade de celulite.
A infusão venosa deve ser evitada sempre que possível. O TECNOCRIS
®
deve ser administrado
através de venólise ou catéter intacto tomando-se cuidado para que não haja furos ou vazamentos
durante a administração. Não deve ser utilizado em pacientes que estejam recebendo radioterapia
que inclui o fígado.
A administração de TECNOCRIS
®
deve ser finalizada dentro de aproximadamente 1 minuto. As
práticas usuais de quimioterapia antineoplásica envolvem o uso simultâneo de várias drogas.
Portanto, para obter-se o efeito terapêutico desejado sem aumentar os efeitos tóxicos, deve-se
selecionar drogas com diferentes mecanismos de ação e diferentes graus de toxicidade clínica.
Conservar o produto sob refrigeração (2º - 8ºC) e proteger da luz. A solução resultante poderá ser
armazenada em geladeira por 14 dias sem perda significativa de sua ação. TECNOCRIS
®
pode ser
diluído em água destilada ou soro fisiológico em concentrações de 0,01 a 1 mg/mL. TECNOCRIS
®
não deve ser misturado no mesmo recipiente com qualquer outra medicação antes ou durante sua
aplicação. Não utilizar soluções que alterem o pH (3,5 a 5,5) para mais ou para menos.
POSOLOGIA
As doses usuais de TECNOCRIS
®
são:
Adultos: a dose usual é de 0,4 a 1,4 mg/m
2
/semana ou 0,01 a 0,03 mg por Kg de peso como dose
única a cada 7 dias. Para adultos com bilirrubina acima de 3 mg/mL as doses devem ser reduzidas
em 50%.
Crianças: a dose usual é de 1,5 a 2 mg/m
2
/semana. Para crianças com 10 kg ou menos a dose é
de 0,05 mg/kg/semana. Para crianças com bilirrubina acima de 3 mg/mL as doses devem ser
reduzidas em 50%.
Pacientes com insuficiência hepática: a dose inicial deve ser de 0,05 a 1 mg/m
2
. As doses
seguintes serão ajustadas de acordo com a tolerância do paciente.
Idosos: são mais propensos aos efeitos neurotóxicos.
Quando associada à L-asparginase, a dose de TECNOCRIS
®
deverá ser administrado entre 12 e
24 horas antes da enzima, com o objetivo de evitar-se uma diminuição da excreção hepática da
vincristina, com conseqüente aumento de sua toxicidade.
ADVERTÊNCIAS
TECNOCRIS
®
deve ser administrado exclusivamente por via intravenosa, não devendo ser
administrado por via intramuscular, subcutânea ou intratecal. A administração intratecal de
TECNOCRIS
®
é fatal.
TECNOCRIS
®
deve ser administrado por profissional experiente e é extremamente importante que
a agulha ou catéter estejam corretamente inseridos na veia antes que qualquer quantidade de
TECNOCRIS
®
seja administrada.
No caso de administração intratecal acidental de TECNOCRIS
®
, deve-se fazer intervenção
neurocirúrgica imediata para prevenir paralisia ascendente que leve à morte. Em pequeno número
de pacientes, a paralisia com risco de morte subsequente foram evitadas, mas resultaram em
sequelas neurológicas devastadoras, com recuperação limitada posteriormente. Em adultos, a
paralisia progressiva foi estabilizada pelo seguinte tratamento, iniciado imediatamente após a
injeção intratecal:
- Remoção da quantidade máxima possível do líquido cefalorraquidiano, retirado com segurança
através da punção lombar.
- Inserção de um catéter epidural no espaço sub-aracnóide, via espaço intervertebral acima da
punção lombar e irrigação do líquido cefalorraquidiano com lactato de Ringer.
- Assim que possível, infundir 25 mL de plasma fresco congelado a cada litro de solução de
lactato de Ringer.
- Inserção de um dreno intraventricular ou catéter por neurocirurgião e continuação da irrigação
do líquido cefalorraquidiano com fluído removido da punção lombar, conectado a um sistema
fechado de drenagem. A solução de lactato de Ringer deve ser administrada através de infusão
contínua a 150 mL/hora quando o plasma fresco congelado for adicionado.
- A taxa de infusão deve ser ajustada para manter o nível de proteína no líquido
cafalorraquidiano em 150 mg/dL
Pode-se também utilizar as seguintes medidas mas não são essenciais:
- 10 mg de ácido glutâmico, via intravenosa, por 24 horas, seguidos por 500 mg três vezes ao
dia, via oral, por um mês.
- ácido folínico administrado por via intravenosa em forma de bolus de 25 mg a cada 6 horas por
uma semana.
- piridoxina (vitamina B12) tem sido utilizada na dose de 50 mg a cada 8 horas, por infusão
intravenosa por 30 minutos.
Essas ações na redução da neurotoxicidade ainda não são claras.
Uso durante a gravidez: TECNOCRIS
®
pode causar dano fetal quando administrado em pacientes
grávidas. Após administração de TECNOCRIS
®
, 23 a 85% dos fetos de camundongos e hamsters
foram reabsorvidos, sendo produzida malformação fetal em todos os sobreviventes. Foram
administradas a 5 macacas, dose única de TECNOCRIS
®
entre os dias 27 e 34 de gravidez. Três
dos fetos foram normais e a termo e dois fetos viáveis e a termo apresentaram malformação
evidente. Em diversas espécies animais, o TECNOCRIS
®
pode induzir efeitos teratogênicos, bem
como embrioletalidade com doses não tóxicas ao animal grávido. Não há estudos adequados e
bem controlados em mulheres grávidas. Se esta droga for usada durante a gravidez, ou se a
paciente engravidar enquanto estiver recebendo o medicamento ela deverá ser alertada do risco
potencial ao feto. Mulheres com capacidade reprodutiva devem ser aconselhadas a evitar a
gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação do médico
ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a lactação: Não há estudo que comprove que o TECNOCRIS
®
seja excretado pelo
leite, porém, pelo seu potencial em causar reações adversas graves em lactentes, deve-se decidir
entre descontinuar ou não a amamentação ou o tratamento levando-se em consideração a
importância da droga para a mãe.
Uso em idosos: O médico deve avaliar a necessidade do tratamento em idosos visto que esses
pacientes são mais suscetíveis as reações adversas.
PRECAUÇÕES
Como TECNOCRIS
®
parece não atravessar a barreira hematoencefálica em concentrações
adequadas, aconselha-se a utilização de drogas mais específicas no caso de leucemia do Sistema
Nervoso Central
.
Em pacientes com distúrbios neurológicos concomitantes, deve-se dar atenção especial à
posologia, objetivando minimizar possíveis reações adversas; o mesmo se aplica quando da
utilização concomitante de drogas potencialmente neurotóxicas.
É necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática e icterícia ou recebendo
radiações no fígado.
O uso associado de mitomicina C com os alcalóides da vinca pode desencadear reações como
broncoespasmo e dispnéia aguda, que pode ocorrer dentro de minutos ou várias horas após a
administração da droga. Pode ocorrer dispnéia progressiva que necessite de terapia crônica e
neste caso, TECNOCRIS
®
não deve ser readministrado.
Em caso de contato acidental dos olhos com TECNOCRIS
®
, pode ocorrer irritação grave e
ulceração de córnea, recomendando-se, portanto, que o olho atingido seja lavado imediata e
vigorosamente com água.
Testes laboratoriais: a toxicidade clínica é dose-dependente e manifesta-se através da
neurotoxicidade.
A evolução clínica (histórico, exame físico) é necessária para detectar a necessidade de alterações
na dosagem. Após a administração de TECNOCRIS
®
alguns pacientes podem apresentar queda na
contagem de leucócitos ou plaquetas, particularmente quando a terapia anterior ou a própria
doença reduzirem a função da medula óssea. Logo, um hemograma completo deve ser realizado
antes da administração de cada dose. Também pode ocorrer elevação aguda do ácido úrico
durante a indução de remissão na leucemia aguda, assim, tais níveis devem ser determinados
freqüentemente durante as primeiras 3 ou 4 semanas de tratamento, ou medidas apropriadas para
prevenir a nefropatia úrica devem ser realizadas.
Carcinogênese, mutagênese e danos à fertilidade: tem sido demonstrado que TECNOCRIS
®
é
carcinogênica em animais e pode estar associada a um maior risco de desenvolvimento de
carcinomas secundários em seres humanos. Tanto in vitro como in vivo, os testes de laboratório
não demonstraram efeitos conclusivos quanto a sua mutagenicidade. Fertilidade após o tratamento
isolado de TECNOCRIS
®
não foi estudada em humanos. Em pacientes submetidos à terapia
antineoplásica, especialmente com agentes alquilantes, pode ocorrer uma supressão gonadal,
levando a azoospermia ou amenorréia, geralmente relacionadas com a dose e a duração da
terapia, podendo ser irreversíveis em alguns casos. Devido ao fato deste efeito geralmente vir
associado à utilização combinada de vários agentes antineoplásicos, torna-se muito difícil a
valorização dos efeitos de cada fármaco individualmente. A recuperação ocorreu muitos meses
após o término da quimioterapia em alguns pacientes, mas não na sua totalidade. Quando o
mesmo tratamento é administrado em pacientes pré-púberes, a possibilidade de ocorrer
azoospermia e amenorréia permanentes é remota.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Deve-se ter cautela com pacientes que estejam utilizando medicamentos que inibam o metabolismo
de isoenzimas hepáticas do citocromo P450, sub família CYP3A, ou em pacientes com disfunção
hepática. A administração concomitante de TECNOCRIS
®
e itraconazol (inibidor do metabolismo)
causou início prematuro e/ou aumento da gravidade dos efeitos adversos neuromusculares. O uso
concomitante de TECNOCRIS
®
com fenitoína pode causar redução dos níveis sanguíneos do
anticonvulsionante e conseqüente aumento da convulsão e o ajuste de dose pode ser necessário
baseado na monitoração do nível sanguíneo. A contribuição do TECNOCRIS
®
para essa interação
com fenitoína não é certa.
TECNOCRIS
®
pode interagir com os seguintes medicamentos:
Alopurinol, colchicina, probenecida e sulfimpirazona: provoca um aumento da concentração
sérica de ácido úrico. Torna-se necessário, portanto, um ajuste da dose dessas substâncias para
se evitar uma possível nefropatia.
Asparginase: pode acarretar neurotoxidade. Aconselha-se que, quando da necessidade de
associação com TECNOCRIS
®
, a asparginase seja administrada após o TECNOCRIS
®
.
Bleomicina: o uso de TECNOCRIS
®
associado com a bleomicina facilita a ação da bleomicina,
pois interrompe o ciclo celular na fase de mitose.
Medicamentos que produzem discrasia sangüínea, depressores da medula óssea e
radioterapia: o uso simultâneo com o TECNOCRIS
®
pode potencializar a ação depressora sobre a
medula óssea.
Doxorrubicina: o uso com TECNOCRIS
®
e prednisona acarreta maior depressão medular, não
sendo aconselhável esta combinação.
Medicamentos neurotóxicos e irradiação da medula: pode levar a uma neurotoxicidade auditiva.
Vacinas com vírus vivos: como os mecanismos de defesa estão diminuídos, o uso simultâneo de
vacinas com vírus vivos pode acarretar uma replicação desses vírus, aumentar os eventos
adversos da vacina e/ou diminuir a resposta humoral do paciente à vacina. A imunização de
pacientes em tratamento com TECNOCRIS
®
só deverá ser realizada com a autorização do médico
quimioterapeuta responsável e após uma avaliação do quadro hematológico do paciente.
O intervalo de tempo entre a interrupção dos medicamentos que produzem imunossupressão e a
recuperação da capacidade de resposta à vacina depende do agente utilizado, de sua intensidade
e da enfermidade subjacente, entre outros fatores e estima-se em aproximadamente 3 meses a 1
ano. Os pacientes com leucemia em fase de remissão não devem receber vacinas com vírus vivos
até pelo menos 3 meses após a última quimioterapia. Além disso, a imunização com vacinas orais
de poliovírus devem ser adiadas naquelas pessoas em contato direto com o paciente,
especialmente os membros da família.
REAÇÕES ADVERSAS
Antes da utilização de TECNOCRIS
®
, pacientes e familiares devem ser alertados quanto a
possibilidade de ocorrência de eventos adversos pelo uso do próprio medicamento e suas
associações. Essas reações geralmente são reversíveis e dose-dependentes.
O evento adverso mais freqüente é a alopécia e os mais desagradáveis são os distúrbios
neuromusculares.
Quando são utilizadas doses únicas semanais, as reações adversas tipo leucopenia, dor neurítica,
obstipação e dificuldade para caminhar são geralmente de curta duração (duram menos do que
sete dias). Quando a dose é reduzida, estas reações diminuem de intensidade ou desaparecem.
Elas parecem aumentar quando o total da droga é administrado em doses fracionadas. Outras
reações como perda de cabelo, parestesia, descoordenação motora, diminuição das sensações,
diminuição dos reflexos tendinosos profundos e cansaço muscular podem persistir durante todo o
período de tratamento. A disfunção generalizada sensorial e motora pode agravar-se
progressivamente com a continuação do tratamento. Na maioria dos casos, as reações adversas
desaparecem por volta da sexta semana após a suspensão do tratamento; porém em alguns
pacientes, as dificuldades neuromusculares podem persistir por períodos mais prolongados. O
cabelo pode voltar a crescer durante a terapia de manutenção.
Neurológicas: a neurotoxicidade é o efeito mais comum dose-limitante. Freqüentemente há uma
seqüência no desenvolvimento das reações adversas neuromusculares. Inicialmente são
observados apenas diminuição sensorial e parestesia. Continuando-se o tratamento, pode aparecer
dor neurítica e posteriormente motora. Não foi desenvolvida ainda alguma droga que possa reverter
as manifestações neuromusculares que acompanham a terapia com sulfato de vincristina. Perda de
reflexos tendinosos profundos, queda do pé, ataxia e paralisia foram relatados com a continuação
do tratamento. Manifestações no nervo craniano, incluindo paralisia isolada e/ou paralisia dos
músculos controlados pelos nervos cranianos motores podem ocorrer na ausência de insuficiência
motora; os músculos extra-oculares e laríngeos são os mais comumente envolvidos. Dor maxilar,
na faringe, nas glândulas parótidas, nos ossos, nas costas, nos membros inferiores e superiores e
mialgias foram relatadas, podendo ser graves as dores dessas áreas. Foram relatadas convulsões,
freqüentemente com hipertensão, em poucos pacientes que estejam recebendo sulfato de
vincristina. Em crianças foi observados convulsões seguido de coma. Foram relatados também
cegueira cortical transitória e atrofia óptica com cegueira.
Hipersensibilidade: casos raros de reações tipo alérgicas, como anafilaxia, erupção e edema,
relacionadas a pacientes que receberam vincristina como parte da poliquimioterapia.
Gastrintestinais: pode ocorrer obstipação, cólicas abdominais, perda de peso, náuseas, vômitos,
ulcerações orais, diarréia, íleo paralítico, necrose e/ou perfuração intestinal e anorexia. A
obstipação pode ocasionar bloqueio do colo ascendente e, no exame físico o reto pode encontrar-
se vazio. A dor abdominal ou cólica, na presença de um reto vazio, pode confundir o médico. Uma
simples radiografia do abdomen é útil para demonstrar essa condição. Todos os casos
responderam ao tratamento com laxativos e enemas. Recomenda-se um regime profilático rotineiro
contra a constipação para todos os pacientes recebendo sulfato de vincristina. Pode ocorrer íleo
paralítico, mimetizando o “abdomen cirúrgico”, particularmente em crianças pequenas. Este quadro
recupera-se com a interrupção temporária do medicamento e com tratamento sintomático.
Renais: foram relatadas poliúria, disúria e retenção urinária devido à atonia da bexiga. Outras
drogas conhecidas por causarem retenção urinária (particularmente em idosos) devem, se possível,
ser temporariamente suspensas durante os primeiros dias após a administração de sulfato de
vincristina.
Hematológicas: o sulfato de vincristina parece não exercer qualquer efeito constante ou
significativo sobre as plaquetas ou hemácias. A depressão grave da medula óssea não é
geralmente o maior fator dose-limitante. Contudo, foram relatadas anemia, leucopenia, e
trombocitopenia. A trombocitopenia, se presente quando a terapia com sulfato de vincristina é
iniciada, pode melhorar efetivamente antes do aparecimento da remissão da medula.
Cardiovasculares: hipertensão e hipotensão foram relatados. Quimioterapia que inclui o sulfato de
vincristina quando administrada a pacientes previamente tratados com radioterapia do mediastino
foi associada a doenças coronárias e infarto do miocárdio. A causalidade não foi estabelecida.
Endócrinas: ocorrências raras de uma síndrome atribuída à secreção inadequada de hormônio
anti-diurético foi observado em pacientes tratados com sulfato de vincristina. Essa síndrome é
caracterizada por uma alta excreção de sódio na urina, na presença de hiponatremia, e na
ausência de: doença renal ou adrenal, hipotensão, desidratação, azotemia e edema clínico. Com a
restrição hídrica, ocorre melhora na hiponatremia e na perda renal de sódio.
Pele: alopécia e erupções
Outras: febre e dor de cabeça
SUPERDOSE
A superdose de TECNOCRIS
®
pode acarretar uma exacerbação, às vezes fatal, das reações
mencionadas anteriormente, uma vez que estas reações tóxicas são dose-relacionadas.
Houve morte em crianças menores que 13 anos após receberem 10 vezes a dose recomendada de
TECNOCRIS
®
. Podem ocorrer sintomas graves nesse grupo de pacientes após doses de 3 a 4
mg/m
2
. Podem ocorrer sintomas graves em adultos após doses únicas de 3 mg/m
2
ou mais .
Em caso de superdose, as seguintes medidas devem ser tomadas:
- Prevenir a síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético, diminuindo a oferta de
líquidos e, nos casos indicados, utilizar diuréticos que atuem sobre o túbulo distal ou alça de Henle;
- Prevenção da convulsão pela administração de fenobarbital em doses anticonvulsivantes;
- Prevenção do íleo paralítico através de enemas. Em alguns casos torna-se necessária a
descompressão do trato gastrintestinal;
- Controle cuidadoso do sistema cardiovascular;
- Realização de hemograma diário para controle e verificação da necessidade de transfusões;
- Administração de ácido folínico de 50 a 100 mg por via endovenosa a cada 3 horas por um
período de 48 horas, a seguir a cada 6 horas por mais um período mínimo de 48 horas. O uso do
ácido folínico não dispensa as medidas de apoio mencionadas acima.
É previsto que os níveis teciduais teóricos de sulfato de vincristina permaneçam significativamente
elevados por, no mínimo, 72 horas
A maior parte de uma dose intravenosa de TECNOCRIS
®
é excretada na bile após uma rápida
ligação com os tecidos. A hemodiálise parece não auxiliar no tratamento da superdose já que uma
quantidade muito pequena da droga aparece no líquido de diálise. Pacientes com doença hepática,
que diminui a excreção biliar do medicamento, podem apresentar um aumento na gravidade das
reações adversas. O aumento da excreção fecal de vincristina, administrada parenteralmente, foi
demonstrado em cães pré-tratados com colestiramina. Não há dados clínicos publicados sobre o
uso da colestiramina como um antídoto em humanos. Não há dados clínicos publicados sobre as
conseqüências de ingestão oral de vincristina. Se ocorrer ingestão oral, o estômago deve ser
esvaziado, seguido de administração oral de carvão ativado e catártico.
ARMAZENAGEM
Conservar o produto sob refrigeração (2º - 8ºC) e proteger da luz.
IV) DIZERES LEGAIS
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO A HOSPITAIS
Reg. MS - 1.2214.0017
Resp. Tec.: Dra. Maria Rita Maniezi - CRF-SP nº 9.960-SP
Fabricado por Eurofarma Laboratórios Ltda.
Av. Vereador José Diniz, 3.465 - São Paulo - S.P.
Distribuído por:
ZODIAC PRODUTOS FARMACÊUTICOS S/A.,
subsidiária de Tecnofarma Internacional.
Sede: Rua Suíça, 3.400 - Pindamonhangaba - SP
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