medicine

Pyloripac IBP

Laboratório: Medley

Princípio ativo: Lansoprazol + Claritromicina + Amoxicilina Triidratada

Forma Farmacêutica

Biovir® é apresentado em embalagem contendo 60 comprimidos revestidos.
Uso oral.

Composição

Cada comprimido revestido contém:
lamivudina ...................................................................... 150 mg
zidovudina ....................................................................... 300 mg
Excipientes (celulose microcristalina, amido glicolato de sódio, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio,
hidroxipropilmetilcelulose, dióxido de titânio, polietilenoglicol e polissorbato) q.s.p............................... 1 comprimido

Indicações (ao Paciente)

Biovir® pertence a um grupo de medicamentos antivirais, também conhecidos como anti-retrovirais, chamados de
inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeo (ITRN). São usados para tratar infecções pelo vírus da
imunodeficiência humana (HIV).
Biovir® reduz a quantidade do vírus HIV no seu corpo, mantendo-o em níveis baixos. Biovir® também aumenta a
contagem de células CD4. Estas células CD4 são um dos tipos de glóbulos brancos do sangue, e desempenham um
importante papel na defesa e manutenção do sistema imune, e no combate às infecções. Biovir® demonstrou reduzir
bastante o risco de progressão da doença provocada pelo HIV. A resposta ao tratamento, porém, varia conforme o
paciente. Seu médico irá monitorar a eficiência do seu tratamento.

Reações Adversas

Como todo medicamento, Biovir® pode causar efeitos colaterais. Durante o tratamento da infecção por HIV, nem sempre
é possível determinar se alguns efeitos indesejados são causados por Biovir®, por outros medicamentos que você esteja
usando ao mesmo tempo, ou pela doença provocada pelo HIV. Por esta razão, é muito importante que você mantenha seu
médico informado sobre qualquer mudança na sua saúde. Não se alarme com esta lista de efeitos colaterais, você pode não
tê-los.

Náusea, vômito, mudanças de coloração no interior da boca, dor no estômago, azia, perda de apetite, diarréia, flatulência
(gases).
Anemia (baixa contagem de glóbulos vermelhos no sangue), neutropenia (baixa contagem de glóbulos brancos no sangue)
e redução nas plaquetas (componentes do sangue importantes para coagulação) têm sido reportados. Se a produção de seus
glóbulos vermelhos diminuir, você pode sentir sintomas como cansaço e dificuldade para respirar. A redução de seus
glóbulos brancos no sangue, pode torná-lo mais suscetível a infecções. Se você estiver com a contagem de plaquetas
baixa, poderá notar que você apresentará hematomas (manchas roxas) mais facilmente.
Distúrbios no fígado, como aumento do fígado, gordura no fígado, aumento de determinadas enzimas do fígado no sangue
e de uma substância chamada bilirrubina. Inflamação do pâncreas.
Dor nas juntas, dor muscular e raros relatos de ruptura do tecido muscular.
Uma condição chamada acidose láctica pode se desenvolver, o que ocasiona um aumento do ácido láctico no sangue (ver
Advertências).
Dor de cabeça, tontura, formigamento e dormência nos membros, sonolência, dificuldade para se concentrar, convulsões,
depressão, sensação de ansiedade, dificuldade para dormir, fraqueza, falta de vigor.
Dificuldade para respirar, tosse.
Mudança na coloração da pele e unhas, erupções (manchas vermelhas e placas pelo corpo), coceira, suores, queda de
cabelo.
Sensação de estar gripado, febre, cansaço, calafrios, dor no peito, crescimento das mamas em pacientes do sexo
masculino, mudanças no paladar, dores gerais, vontade de urinar com mais freqüência.
Mudanças na distribuição da gordura corporal. Isto pode incluir perda de gordura nas pernas, braços e face, aumento da
gordura na cintura e outros órgãos internos, aumento das mamas, crescimento da camada de gordura na região da nuca.
Mudanças na concentração de gorduras e açúcar no sangue.

Informações Técnicas (ao Médico)

1. Características farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas:
Mecanismos de ação:
A lamivudina e a zidovudina são análogos de nucleosídeos e potentes inibidores seletivos para os vírus HIV–1 e HIV–2.
A lamivudina tem se mostrado altamente sinérgica com a zidovudina, inibindo a replicação do HIV em culturas celulares.
Os dois fármacos são metabolizados seqüencialmente pelas quinases intracelulares em suas respectivas formas ativas de
5’-trifosfato (TP). A lamivudina-TP e zidovudina-TP são substratos e inibidores competitivos da transcriptase reversa do
HIV. Entretanto, sua principal atividade antiviral é através da incorporação da forma monofosfato na cadeia do DNA
viral, resultando na finalização da cadeia de ácido nucléico e interrupção do ciclo de replicação viral. Os trifosfatos de
lamivudina e zidovudina mostram atividade significativamente menor para as DNA polimerases das células hospedeiras.
In vitro, lamivudina demonstra baixa citotoxicidade para linfócitos sangüíneos periféricos, para linhas celulares
estabelecidas de linfócitos e de monócitos-macrófagos e para uma variedade de células progenitoras da medula óssea in
vitro. Portanto, lamivudina tem, in vitro, um alto índice terapêutico.
Efeitos farmacodinâmicos:
A resistência do HIV-1à lamivudina envolve o desenvolvimento de uma alteração de aminoácidos em M184V próxima
ao sítio de ação da transcriptase reversa (TR) viral. Essa variante aparece tanto in vitro quanto em pacientes infectados por
HIV-1 recebendo tratamento anti-retroviral contendo lamivudina. Os mutantes M184V exibem suscetibilidade muito
reduzida à lamivudina e mostram capacidade de replicação viral diminuída in vitro. Estudos in vitro indicam que isolados
de vírus resistentes à zidovudina podem se tornar sensíveis quando simultaneamente adquirem resistência à lamivudina.
A relevância clínica desses achados, no entanto, ainda não está bem definida.
A resistência cruzada conferida pela TR de M184V é limitada dentro da classe de inibidores de nucleosídeos dos agentes
anti-retrovirais. Zidovudina e estavudina mantêm sua atividade anti-retroviral contra HIV-1 resistente à lamivudina.
Abacavir mantém sua atividade anti-retroviral contra HIV-1 resistente à lamivudina contendo apenas a mutação M184V.
O mutante TR M184V apresenta uma redução de < 4 vezes na suscetibilidade à didanosina e zalcitabina. A relevância
clínica desses achados é desconhecida.
A resistência a análogos de timidina (entre eles zidovudina) é bem caracterizada e é conferida pelo acúmulo gradual de até
seis mutações específicas na transcriptase reversa de HIV nos códons 41, 67, 70, 210, 215 e 219. Os vírus adquirem
resistência fenotípica aos análogos de timidina através da combinação de mutações nos códons 41 e 215 ou pelo acúmulo
de pelo menos quatro das seis mutações. Essas mutações de análogos de timidina por si só não causam um alto nível de
resistência cruzada a qualquer um dos outros nucleosídeos, permitindo o uso posterior de qualquer um dos outros
inibidores de transcriptase reversa aprovados.
Dois padrões de mutações de resistência a múltiplos fármacos, sendo o primeiro caracterizado por mutações na
transcriptase reversa de HIV nos códons 62, 75, 77, 116 e 151 e o segundo tipicamente envolvendo uma mutação T69S e
uma inserção de pares de 6 bases na mesma posição, resultando em resistência fenotípica ao AZT, bem como aos outros
inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeos. Qualquer um desses dois padrões de mutações de resistência
à múltiplos nucleosídeos limita gravemente futuras opções terapêuticas.
Em estudos clínicos, a combinação da zidovudina com a lamivudina tem demonstrado uma redução da carga viral do
HIV-1 e aumento da contagem de células CD4. Dados clínicos indicam que a combinação da lamivudina com a
zidovudina, isoladamente ou em combinação com regimes terapêuticos contendo zidovudina, resulta em uma redução
significativa do risco de progressão da doença e mortalidade.
Separadamente, a terapia com lamivudina e zidovudina tem produzido isolados clínicos de HIV, que demonstram ter
sensibilidade reduzida in vitro ao análogo de nucleosídeo ao qual foram expostos. Além disso, há evidências clínicas, in
vivo, de que a lamivudina associada à zidovudina retarda o aparecimento de resistência à zidovudina em indivíduos que
não receberam terapia anti-retroviral prévia.
Os testes de suscetibilidade in vitro não foram padronizados e os resultados podem variar de acordo com fatores
metodológicos. A relação entre a suscetibilidade in vitro de HIV à lamivudina e/ou zidovudina e a resposta clínica ao
tratamento continuam sendo investigadas.
A lamivudina e a zidovudina têm sido amplamente usadas como componentes do tratamento anti-retroviral combinado
com outros agentes anti-retrovirais da mesma classe (inibidores de transcriptase reversa análogos de nucleosídeos) ou de
classes diferentes (inibidores de protease, inibidores de transcriptase reversa não-análogos de nucleosídeos).
Múltiplos esquemas de tratamento anti-retroviral contendo lamivudina demonstraram ser eficazes em pacientes não
submetidos a tratamento anti-retroviral anterior, bem como em pacientes apresentando vírus que contêm as mutações
M184V.

Propriedades farmacocinéticas:
Absorção
A lamivudina e a zidovudina são bem absorvidas pelo trato gastrintestinal. A biodisponibilidade da lamivudina e da
zidovudina, por via oral, em adultos, é de aproximadamente 80 a 85% e 60 a 70%, respectivamente.
Um estudo de bioequivalência comparou o Biovir® com o Epivir® (lamivudina, comprimidos de 150 mg) e o Retrovir®
(zidovudina, comprimidos de 300 mg) administrados em conjunto. Também foi estudado o efeito dos alimentos sobre a
velocidade e a extensão da absorção. O Biovir® mostrou-se bioequivalente ao Epivir® 150 mg e ao Retrovir® 300 mg,
administrados como comprimidos separados a indivíduos em jejum.
Após administração de Biovir®, os valores de Cmáx da lamivudina e da zidovudina (95% de intervalo de confiança) são 1,5
(1,3-1,8) mcg/ml e 1,8 (1,5-2,2) mcg/ml, respectivamente. Os valores médios de Tmáx da lamivudina e da zidovudina são
0,75 (0,50-2,00) horas e 0,50 (0,25-2,00) horas, respectivamente. A extensão da absorção (AUC) das duas drogas, assim
como a meia-vida estimada após administração de Biovir® com alimentos, são similares se comparados com indivíduos
em jejum, apesar da velocidade de absorção (Cmáx, Tmáx) estar reduzida. Com base nestes dados, Biovir® pode ser
administrado com ou sem alimentos.

Distribuição
Estudos com lamivudina e zidovudina, via intravenosa, mostraram que os volumes aparentes médios de distribuição foram
de 1,3 e 1,6 l/kg, respectivamente. A lamivudina apresenta uma farmacocinética linear na faixa de dose terapêutica e
demonstra limitada ligação à principal proteína plasmática, a albumina (< 36% da albumina sérica, in vitro). A ligação da
zidovudina às proteínas plasmáticas é de 34 a 38%. Portanto, não são esperadas interações medicamentosas por
deslocamento do sítio de ligação com o Biovir®.
Os dados demonstram que a lamivudina e a zidovudina penetram no sistema nervoso central (SNC) e alcançam o fluido
cerebroespinhal. A razão média das concentrações liquóricas/séricas de lamivudina e zidovudina, 2 a 4 horas após a
administração oral, foram de aproximadamente 0,12 e 0,5, respectivamente. A verdadeira extensão da penetração da
lamivudina no SNC e sua relação com eficácia clínica é desconhecida.

Metabolismo
O metabolismo da lamivudina é uma via de eliminação de menor importância. A lamivudina é predominantemente
eliminada por excreção renal, como droga inalterada. A probabilidade de interações medicamentosas metabólicas com a
lamivudina é pequena por seu pequeno grau de metabolização hepática (5 a 10%) e reduzida ligação plasmática.
O 5’-glicuronídeo da zidovudina é o principal metabólito no plasma e na urina, responsável por aproximadamente 50 a
80% da dose administrada, sendo eliminado por via renal. A 3’-amino-3’-deoxitimidina (AMT) tem sido identificada
como metabólito da zidovudina, após administração intravenosa.

Eliminação
A meia-vida de eliminação observada para a lamivudina é de 5 a 7 horas. O clearance sistêmico médio da lamivudina é de
aproximadamente 0,32 l/h/kg, com clearance predominantemente renal (> 70%) através do sistema de transporte
catiônico orgânico.
Em estudos com zidovudina intravenosa, a meia-vida plasmática terminal média foi de 1,1 hora e o clearance sistêmico
médio foi de 1,6 l/h/kg. O clearance renal da zidovudina é estimado em 0,34 l/h/kg, indicando filtração glomerular e
secreção tubular ativa pelos rins.
Pacientes com insuficiência renal
Estudos em pacientes com comprometimento renal demonstraram que a eliminação da lamivudina é afetada pela
disfunção renal, pelo decréscimo do clearance renal. A redução da dose é necessária em pacientes que apresentam o
clearance de creatinina menor do que 50 ml/min. A concentração de zidovudina também parece estar aumentada em
pacientes com insuficiência renal avançada.

Pacientes com insuficiência hepática
Dados limitados em pacientes com cirrose sugerem que pode ocorrer acúmulo de zidovudina pela diminuição da
glicuronidação. Em pacientes com insuficiência hepática grave, pode ser necessário um ajuste na dose de zidovudina.

Idosos
Não há dados farmacocinéticos disponíveis sobre pacientes com mais de 65 anos de idade.

Gravidez
As farmacocinéticas da lamivudina e da zidovudina em gestantes são similares às de mulheres não grávidas. Em humanos,
em função da transmissão passiva da lamivudina através da placenta, a concentração de lamivudina no soro de neonatos,
no nascimento, é similar à encontrada na mãe e no cordão umbilical, na ocasião do parto. A zidovudina foi medida no
plasma e gerou resultados similares aos observados para a lamivudina.

2. Resultados de eficácia
Biovir® reduziu em 50% a dosagem sérica do RNA-HIV em 94% dos pacientes.
Referência: ERON, JJ. et al. Treatment with lamivudine, zidovudine, or both in HIV-positive patients with 200 to 500
CD4+ cells per cubic millimeter. North American HIV Working Party. N Engl J Med, 333(25): 1662-1669, 1995.

Contra-Indicações

Não faça uso deste medicamento, caso você:
• seja alérgico à lamivudina, zidovudina ou a qualquer outro componente da fórmula (ver Composição).
• tenha uma contagem de glóbulos brancos muito baixa (neutropenia), ou uma contagem de glóbulos vermelhos
muito baixa (anemia).

Posologia

Sempre use Biovir® exatamente como seu médico lhe receitou. A dose usual de Biovir® para adultos e adolescentes
maiores de 12 anos é de 1 comprimido duas vezes ao dia, com um intervalo de 12 horas entre as doses. Engula o
comprimido de Biovir® inteiro com água, ou outra bebida. Os comprimidos podem ser ingeridos com ou sem comida.
Se seu médico preferir reduzir a dose de Biovir®, por exemplo, caso você tenha problemas nos rins, então seu
medicamento poderá ser trocado para que você faça uso da lamivudina e da zidovudina separadamente.
Se você esquecer uma dose, não se preocupe. Tome-a assim que lembrar, mas mantenha o horário normal das demais
doses do tratamento. Não tome uma dose dupla, caso esqueça sua dose.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do
tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Atenção: o uso incorreto causa resistência do vírus HIV e falha no tratamento.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto
do medicamento.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Pacientes com insuficiência renal
Estudos em pacientes com comprometimento renal demonstraram que a eliminação da lamivudina é afetada pela
disfunção renal, pelo decréscimo do clearance renal. A redução da dose é necessária em pacientes que apresentam o
clearance de creatinina menor do que 50 ml/min. A concentração de zidovudina também parece estar aumentada em pacientes com insuficiência renal avançada.


Pacientes com insuficiência hepática
Dados limitados em pacientes com cirrose sugerem que pode ocorrer acúmulo de zidovudina pela diminuição da
glicuronidação. Em pacientes com insuficiência hepática grave, pode ser necessário um ajuste na dose de zidovudina.

Idosos
Não há dados farmacocinéticos disponíveis sobre pacientes com mais de 65 anos de idade.

Gravidez
As farmacocinéticas da lamivudina e da zidovudina em gestantes são similares às de mulheres não grávidas. Em humanos,
em função da transmissão passiva da lamivudina através da placenta, a concentração de lamivudina no soro de neonatos,
no nascimento, é similar à encontrada na mãe e no cordão umbilical, na ocasião do parto. A zidovudina foi medida no
plasma e gerou resultados similares aos observados para a lamivudina.

Interações Medicamentosas

É importante você avisar seu médico sobre outros medicamentos que esteja usando. Outros medicamentos podem afetar a
ação de Biovir®, ou Biovir® pode afetar ação de outros medicamentos de forma negativa. Biovir® não deve ser
administrado junto com ribavirina, estavudina ou zalcitabina.
Este medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas , ou que estejam amamentando
sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Este medicamento é contra-indicado para crianças e adolescentes abaixo de 12 anos.
Informe ao seu médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de outro medicament o.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico, pode ser perigoso para sua saúde.

Superdosagem

Há limitada experiência com a superdosagem de Biovir®. Não foi identificado nenhum sintoma ou sinal específico após a
superdosagem aguda com Biovir®, além dos já listados como efeitos adversos. Não ocorreu nenhuma fatalidade e todos os
pacientes se recuperaram. Entretanto, você deve procurar socorro médico o mais rápido possível.