Bula

DUOVENT - 1 -
Esta bula é atualizada continuamente. Por favor, proceda à sua leitura antes de utilizar o
medicamento.
Forma farmacêutica e apresentação
Aerossol dosificador:
Frasco com 15 ml, acompanhado de bocal e AEROCÂMERA.
Uso adulto e pediátrico
Composição
Cada dose do aerossol contém:
brometo de ipratrópio .................................................. 0,040 mg
bromidrato de fenoterol ............................................... 0,100 mg
Excipientes: lecitina de soja, monofluortriclorometano, mistura de gases propelentes.
Informação ao paciente
DUOVENT é um medicamento destinado ao tratamento e à profilaxia da asma e da
bronquite crônica. O efeito broncodilatador de DUOVENT inicia-se quase imediatamente
após a inalação, perdurando, em média, por 6 a 8 horas. Manter o medicamento em
temperatura ambiente (15°C a 30°C). O recipiente do aerossol encontra-se sob pressão,
não devendo ser forçado nem exposto a temperaturas superiores a 50°C. O prazo de
validade do produto é de 48 meses. Não utilizar produto com prazo de validade vencido.
Informe ao médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu
término. Informe ao médico se está amamentando. Para a correta utilização do produto,
siga a prescrição médica e o item “Posologia e modo de usar”. Evite o contato do
aerossol com os olhos. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários,
as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento
do seu médico. Como efeitos colaterais mais importantes, sobretudo em pacientes
hipersensíveis, podem ocorrer ligeiros tremores dos dedos, inquietação, palpitação,
taquicardia e secura da boca. Informe seu médico o aparecimento de reações
desagradáveis.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
DUOVENT deve ser usado com cautela em pacientes com diabete não controlada, infarto
recente do miocárdio, alterações cardiovasculares graves, hipertireoidismo e
feocromocitoma. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando
Duovent
®
brometo de ipratrópio
bromidrato de fenoterol
DUOVENT - 2 -
antes do início ou durante o tratamento. Não utilize o produto na gravidez e na lactação.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
Informação técnica
DUOVENT contém duas substâncias broncodilatadoras ativas: brometo de ipratrópio, que
possui propriedades anticolinérgicas, e bromidrato de fenoterol, um agente beta-
adrenérgico.
O brometo de ipratrópio é um composto de amônio quaternário com propriedades
anticolinérgicas (parassimpaticolíticas). Em estudos pré-clínicos, o brometo de ipratrópio
inibe o reflexo vagal, antagonizando a ação da acetilcolina, o agente transmissor liberado
pelo nervo vago. Agentes anticolinérgicos impedem o aumento da concentração
intracelular de monofosfato de guanosina cíclico (GMP cíclico) causado pela interação da
acetilcolina com o receptor muscarínico na musculatura lisa brônquica. O efeito
broncodilatador obtido após a inalação do brometo de ipratrópio é basicamente local e
específico para o pulmão, não sendo de natureza sistê mica.
Em estudos controlados de até 90 dias em pacientes com broncoespasmo associado à
doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite crônica e enfisema), observou-se uma
significante melhora na função pulmonar (aumento de 15% ou mais no VEF
1
e no FEF
25 -
7 5%
) dentro de 15 minutos, alcançando o pico em 1-2 horas e persistindo, na maioria dos
pacientes, até 6 horas. Em estudos controlados de até 90 dias em pacientes com
broncoespasmo associado à asma, observou-se uma significante melhora da função
pulmonar (aumento de 15% ou mais no VEF
1
) em 40% dos pacientes estudados. Estudos
pré-clínicos e clínicos sugerem que o brometo de ipratrópio não possui efeitos prejudiciais
sobre a secreção mucosa das vias aéreas, o
clearance
mucociliar e a troca gasosa.
O bromidrato de fenoterol é um agente simpaticomimético de ação direta, estimulando
seletivamente os receptores beta
2
, em doses terapêuticas. A estimulação dos receptores
beta
1
ocorre em dose mais alta. A ocupação de um receptor beta
2
ativa a adenilciclase
por meio de uma proteína estimulante Gs. O aumento do AMP cíclico ativa a prote ína
quinase A e esta, então, fosforila as proteínas-alvo nas células da musculatura lisa. Em
resposta a isso, ocorre fosforilação da quinase da cadeia leve da miosina, inibição da
hidrólise da fosfoinositida e a abertura dos canais largos de condutância de potássio-
cálcio ativados.
O fenoterol relaxa a musculatura lisa brônquica e vascular e protege contra estímulos
broncoconstritores tais como histamina, metacolina, ar frio e alérgeno (fase precoce).
Após administração aguda, a liberação de mediadores broncoconstritores e pró-
inflamatórios dos mastócitos é inibida. Além disso, demonstrou-se um aumento no
clearance
mucociliar após a administração de doses mais elevadas de fenoterol.
As concentrações plasmáticas mais elevadas, que são mais freqüentemente atingidas
com administração oral ou ainda mais com administração intravenosa, inibem a motilidade
uterina. Observam-se também em doses mais elevadas efeitos metabólicos como lipólise,
glicogenólise, hiperglicemia e hipocalemia, sendo esta última causada pelo aumento de
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captação de K
+
, principalmente para dentro do músculo esquelético. Os efeitos beta-
adrenérgicos no coração, tais como aumento do ritmo cardíaco e da contratilidade, são
causados pelos efeitos vasculares do fenoterol, pela estimulação do receptor beta
2
cardíaco e, em doses supraterapêuticas, pelo estímulo do receptor beta
1
. Assim como
outros agentes beta-adrenérgicos, foram relatados prolongamentos QTc, que no caso do
fenoterol foram discretos e observados em doses acima da recomendada. Ainda não foi
estabelecida a relevância clínica. O efeito dos beta-agonistas mais freqüentemente
observado é o tremor. Diferentemente dos efeitos na musculatura lisa brônquica, os
efeitos sistêmicos dos beta-agonistas estão sujeitos ao desenvolvimento de tolerância.
Estudos clínicos demonstraram que fenoterol é altamente eficaz no broncoespasmo
manifesto, prevenindo a broncoconstrição causada pela exposição a vários estímulos tais
como exercício, ar frio e a fase precoce após exposição a alérgenos.
O uso concomitante destes dois princípios ativos dilata os brônquios pela atuação em
diferentes sítios de ação farmacológica. Deste modo, as duas substâncias ativas
complementam-se mutuamente em sua ação sinérgica espasmolítica do músculo
brônquico e permitem ampla utilização terapêutica nos distúrbios broncopulmonares
associados com constrição do trato respiratório. A ação complementar é tal que permite a
utilização de pequena quantidade do composto beta-adrenérgico para a obtenção do
efeito desejado, sem potencializar as reações adversas, facilitando a individualização da
dose para cada paciente.
Nos pacientes com asma e com doença pulmonar obstrutiva crônica, DUOVENT
demonstrou ser tão eficaz quanto o dobro da dose de fenoterol sem ipratrópio; entretanto,
foi mais bem tolerado nos estudos de resposta à dose cumulativa.
Estudos realizados em pacientes com asma e doença pulmonar obstrutiva crônica
demonstraram que DUOVENT aerossol tem efeito superior ao dos seus componentes
isolados.
DUOVENT exerce sua ação logo após a administração nos casos de broncoconstrição
aguda, sendo também apropriado para o tratamento de ataques de asma aguda.
Farmacocinética
Cerca de 16% da dose é depositada no trato respiratório após inalação com o aerossol
dosificador. A parcela remanescente é deglutida.
As substâncias ativas (bromidrato de fenoterol e brometo de ipratrópio) são absorvidas
muito rapidamente pelo trato respiratório. O pico de concentração plasmática é alcançado
em poucos minutos após a inalação. Não há evidência de que a farmacocinética dos
componentes ativos combinados difira da dos seus componentes isolados.
bromidrato de fenoterol: a parcela deglutida é metabolizada principalmente a
sulfatos conjugados. A biodisponibilidade absoluta após administração oral é baixa
(aproximadamente 1,5%). Observaram-se três fases após administração intravenosa, e a
meia-vida da fase terminal foi de aproximadamente 3 horas. O fenoterol e seus
compostos conjugados são rapidamente excretados por via renal (clearance renal: 267
ml/min). Cerca de 40% da droga liga-se a proteínas plasmáticas. No seu estado não-
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metabolizado, o bromidrato de fenoterol pode lentamente atravessar a placenta e passar
para o leite materno
.
brometo de ipratrópio:
a biodisponibilidade absoluta da parcela deglutida é baixa
(aproximadamente 2%). Após administração intravenosa observa-se um rápido declínio
bifásico do ipratrópio no plasma. A meia-vida da fase terminal de eliminação foi de cerca
de 1,6 horas. O
clearance
total da substância ativa é de 2,3 l/min. Aproximadamente 40%
do
clearance
é renal (0,9 l/min) e 60% não-renal, isto é, principalmente por metabólitos
hepáticos. Os principais metabólitos encontrados na urina ligam-se fracamente aos
receptores muscarínicos. Após administração intravenosa, 46% do ingrediente ativo é
excretado pelos rins, e após inalação com o a erossol dosificador, 4.4-13.1% é excretado
na urina na forma inalterada.
Uma quantidade mínima da droga liga-se a proteínas plasmáticas (menos de 20%). O íon
ipratrópio não atravessa a barreira hemato-encefálica mas desconhece-se se atravessa a
barreira placentária.
Em estudos de toxicidade aguda realizados com DUOVENT na proporção de 1:2,5
(brometo de ipratrópio:bromidrato de fenoterol) em camundongos e ratos com
administração oral, intravenosa e inalatória, os valores de DL
5 0
mostraram baixo índice de
toxicidade. Eles foram determinados mais pelo brometo de ipratrópio do que pelo
bromidrato de fenoterol, sem nenhuma indicação de potencialização.
Após administração intravenosa de DUOVENT em cães e por inalação em ratos e cães
por até 4 semanas, observaram-se pequenos efeitos tóxicos em concentrações centenas
de vezes maiores que a recomendada para o homem. Observaram-se cicatrizes no
miocárdio ventricular esquerdo em u m único cão do grupo que recebeu a dose
intravenosa mais alta (84 mcg/kg/dia).
Estudos de 13 semanas em ratos, administrando-se DUOVENT por via oral, e em cães
por inalação, não mostraram qualquer alteração toxicológica além daquela proporcional
aos compostos individuais.
Todos os sistemas toxicológicos pareceram ser relacionados à substância e já eram bem
conhecidos a partir da documentação do bromidrato de fenoterol e do brometo de
ipratrópio. Não houve indicação de potencialização quando se administraram
concomitantemente o brometo de ipratrópio e o bromidrato de fenoterol.
Após inalação de DUOVENT em ratos e coelhos não ocorreram efeitos teratogênicos, que
também não ocorreram após administração de brometo de ipratrópio, ocorrendo somente
após administração de doses extremamente altas (tóxicas) de bro midrato de fenoterol.
Não se realizaram estudos de genotoxicidade e carcinogenicidade com DUOVENT.
Porém, ensaios
in vitro
e
in vivo
revelaram que nem brometo de ipratrópio nem bromidrato
de fenoterol têm potencial mutagênico.
Adicionalmente, estudos de carcinogenicidade por um período de 2 anos com inalação de
até 2 mg /kg/dia de bromidrato de fenoterol em ratos e administração oral de até 6
mg/kg/dia de brometo de ipratrópio em camundongos e ratos também não revelaram
efeitos patológicos.
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Após administração oral de doses muito elevadas de bromidrato de fenoterol (25
mg/kg/dia), ocorreram leiomioma uterino em camundongos e leiomioma mesovariano em
ratos.
Estes resultados podem ser explicados pelos efeitos farmacodinâmicos deste tipo de
composto nos beta-receptores da musculatura lisa do útero. Epidemiologicamente, não há
indicação de que possa haver desenvolvimento de tumores comparáveis em humanos em
condições terapêuticas.
Indicações
DUOVENT é um broncodilatador destinado ao tratamento e à profilaxia do
broncoespasmo reversível nos distúrbios obstrutivos crônicos das vias respiratórias, tais
como asma brônquica e, sobretudo, bronquite crônica, com ou sem enfisema.
Deve-se considerar a adoção de um tratamento antiinflamatório concomitante para
pacientes com asma brônquica ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) que
responda ao tratamento com esteróides.
Contra-indicações
DUOVENT é contra-indicado em pacientes com cardiomiopatia obstrutiva
hipertrófica e taquiarritmia. DUOVENT também é contra-indicado em pacientes com
hipersensibilidade ao bromidrato de fenoterol, às substâncias atropínicas ou aos
excipientes da fórmula.
DUOVENT aerossol não deve ser administrado em pacientes com história de
hipersensibilidade à lecitina de soja ou a produtos alimentícios correlatos, como
soja e amendoim.
Precauções
Os pacientes devem procurar imediatamente o médico em caso de dispnéia aguda
ou piora rápida da dispnéia (dificuldade de respiração).
Uso prolongado:
Em pacientes com asma brônquica e doença pulmonar obstrutiva crônica leve, o
uso sob demanda (orientado pelos sintomas) pode ser preferível ao uso regular.
Deve-se considerar a adição ou o aumento da terapia antiinflamatória para
controlar a inflamação das vias aéreas e para prevenir a deterioração do controle da
doença em pacientes com asma brônquica e com doença pulmonar obstrutiva
crônica, que responda a esteróides.
O uso regular de quantidades crescentes de produtos contendo beta
2
-agonistas,
tais como DUOVENT, para controlar sintomas de obstrução brônquica pode
significar um controle inadequado da doença. Se a obstrução brônquica piorar, é
pouco apropriado e eventualmente perigoso simplesmente aumentar o uso de
beta
2
-agonistas como o DUOVENT além da dose recomendada e por período de
tempo prolongado. Nesta situação, o esquema terapêutico do paciente e, em
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particular, a adequação do tratamento antiinflamatório com corticosteróides
inalatórios, deverão ser reavaliados, a fim de prevenir uma potencial ameaça à vida
pela deterioração do controle da doença.
Outros broncodilatadores simpaticomiméticos devem ser utilizados com DUOVENT
somente sob supervisão médica.
Em pacientes com diabete melito descompensado, infarto recente do miocárdio,
graves alterações vasculares ou cardíacas de origem orgânica, hipertireoidismo e
feocromocitoma, DUOVENT deve ser utilizado somente após minuciosa avaliação
do risco/benefício, sobretudo quando em altas doses.
Efeitos cardiovasculares podem ser vistos com drogas simpatomiméticas,
incluindo DUOVENT. Há relato em dados pós-comercialização e de literatura de rara
ocorrência de isquemia do miocárdio associada com beta-agonistas. Pacientes com
doença cardíaca subjacente grave (doença cardíaca isquêmica, arritmia ou
insuficiência cardíaca grave) que estão recebendo DUOVENT, devem ser advertidos
para procurar assistência médica se surgirem dor torácica ou outros sintomas de
agravamento de doença cardíaca., deve-se ter atenção na avaliação de sintomas
como dispneia e dor torácica, já que os mesmos podem ser de origem tanto
cardíaca como respiratória .
O tratamento com beta
2
-agonistas pode provocar hipopotassemia potencialmente
severa.
DUOVENT deve ser administrado com cautela em pacientes com hiperplasia
prostática, obstrução do colo vesical ou predisposição a glaucoma de ângulo
fechado.
Relataram-se casos isolados de complicações oculares como midríase, aumento da
pressão intraocular, glaucoma de ângulo fechado e dor ocular quando o conteúdo
de aerossóis contendo brometo de ipratrópio, combinados ou não com beta
2
-
agonistas, atingiu inadvertidamente os olhos. Portanto, os pacientes devem ser
orientados quanto à correta administração de DUOVENT aerossol.
Desconforto ou dor nos olhos, visão embaçada, visão de imagens coloridas ou
halos em associação com olhos avermelhados decorrentes de congestão
conjuntival e da córnea podem ser sinais de glaucoma de ângulo fechado.
Desenvolvendo-se qualquer desses sintomas, devem-se administrar soluções
mióticas e procurar um especialista imediatamente.
Pacientes com fibrose cística podem estar mais propensos a distúrbios da
motilidade gastrintestinal.
Após a administração de DUOVENT podem ocorrer reações de hipersensibilidade
imediata, demonstrado por raros casos de urticária, angioedema, erupções
cutâneas (rash), broncoespasmos, edema orofaríngeo e anafilaxia.
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Gravidez e lactação
Dados pré-clínicos combinados com experiências disponíveis em humanos não
mostraram evidências de efeitos nocivos de fenoterol ou ipratrópio durante a
gravidez.
Todavia, devem-se observar as precauções usuais quanto ao uso de medicamentos
durante a gravidez, principalmente no primeiro trimestre.
Deve-se considerar o efeito inibidor do fenoterol sobre as contrações uterinas.
Estudos pré-clínicos mostrara m que bromidrato de fenoterol é excretado pelo leite
materno. Não se sabe se o ipratrópio é excretado no leite materno, no entanto, é
improvável que o ipratrópio alcance o recém-nascido de maneira importante,
especialmente quando administrado em forma de aerossol. Entretanto, como
muitas drogas são excretadas no leite materno, DUOVENT deve ser administrado
com cuidado a lactantes.
Interações medicamentosas
Outros beta-adrenérgicos, anticolinérgicos e derivados das xantinas (tais como
teofilina) podem potencializar o efeito broncodilatador de DUOVENT. Por outro lado,
o uso concomitante de outros beta-miméticos, anticolinérgicos de absorção
sistêmica e derivados da xantina (por exemplo, teofilina) pode produzir um aumento
das reações adversas.
A administração simultânea de beta-bloqueadores pode causar uma redução
potencialmente grave na broncodilatação.
O uso de derivados xantínicos, corticosteróides e diuréticos pode aumentar a
hipopotassemia induzida por beta-agonistas. Este fato deve ser levado em
consideração particularmente em pacientes com obstrução severa das vias aéreas.
A hipopotassemia pode resultar num aumento da susceptibilidade a arritmias em
pacientes que utilizam digoxina. Além disso, a hipóxia pode agravar os efeitos da
hipopotassemia sobre o ritmo cardíaco. Nestes casos recomenda-se a
monitorização dos níveis séricos de potássio.
Medicamentos contendo beta
2
-agonistas devem ser administrados com cuidado a
pacientes em tratamento com inibidores da monoamino-oxidase ou antidepressivos
tricíclicos, uma vez que pode ocorrer potencialização da ação dos agonistas beta-
adrenérgicos.
A inalação de anestésicos halogenados tais como halotano, tricloroetileno e
enflurano pode aumentar a susceptibilidade aos efeitos cardiovasculares dos beta-
agonistas.
Reações adversas
Reações indesejáveis atribuídas ao DUOVENT são leves tremores dos músculos
esqueléticos, nervosismo, secura da boca, cefaléia e tontura; podem ocorrer
taquicardia, aumento da freqüência cardíaca e palpitações. Foram relatados
distúrbios da motilidade gastrintestinal (por exemplo, vômitos, constipação,
diarréia) e retenção urinária, mas são reversíveis.
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O tratamento com beta
2
-agonistas pode ter como conseqüência uma
hipopotassemia potencialmente grave. Da mesma forma que com outras terapias
inalatórias, foram relatados tosse, irritação local (como faringite, irritação da
garganta) e broncoespasmo induzido pela inalação.
Assim como com outros produtos contendo beta-agonistas, podem ocorrer náusea,
vômito, sudorese, fraqueza muscular e mialgia/cãibras musculares. Observou-se
diminuição da pressão arterial diastólica e aumento da sistólica.Podem ocorrer
arritmias (particularmente após a administração de doses altas), fibrilação atrial ,
taquicardia supraventricular e isquemia do miocárdio. Em casos individuais
relataram-se alterações psicológicas decorrentes da terapia inalatória com
produtos contendo beta-agonistas.
Efeitos colaterais oculares (incluindo distúrbios da acomodação visual e glaucoma)
podem ocorrer (veja também o item Precauções).
Foram relatadas reações alérgicas como erupção cutânea, angioedema de língua,
lábios e face, urticária, laringoespasmo e reações anafiláticas.
Posologia e modo de usar
A posologia deve ser adaptada conforme as necessidades individuais. Para adultos e
crianças acima de 6 anos, recomenda-se a seguinte posologia, a menos que o médico
prescreva outra dose:
Episódios de asma aguda:
Em muitos casos, 1 dose do aerossol é suficiente para o alívio imediato dos sintomas. Em
casos mais graves, se não se tiver notado melhora na respiração após 5 minutos, pode-se
proceder a uma segunda dose. Não ocorrendo alívio dos sintomas, podem ser
necessárias mais doses. Nesses casos, os pacientes devem consultar o médico ou
procurar o hospital mais próximo imediatamente.
Tratamento intermitente e a longo prazo:
1 a 2 doses do aerossol por inalação, até o máximo de 8 doses do aerossol ao dia (em
média 1 a 2 doses 3 vezes ao dia).
Para crianças, recomenda-se o uso de DUOVENT aerossol somente sob orientação
médica e supervisão de um adulto.
Instruções de uso
Os pacientes devem ser instruídos sobre o uso correto do aerossol dosificador para
assegurar o sucesso do tratamento.
Agitar o frasco do aerossol e pressionar a válvula duas vezes antes de usar o aerossol
dosificador pela primeira vez.
O dispositivo auxiliar para inalação definido como AEROCÂMERA foi desenvolvido a fim
de facilitar a administração de aerossóis, permitindo seu uso também em crianças, e
garantir a máxima eficácia terapêutica dos mesmos. Quando usada corretamente, a
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AEROCÂMERA promove uma melhora da inalação, permitindo a penetração da
substância ativa até as áreas mais profundas dos brônquios.
1. Retirar a tampa protetora.
2. Encaixar a AEROCÂMERA no bocal do aerossol, utilizando a abertura maior.
3. Recolocar a tampa protetora do aerossol na abertura menor da AEROCÂMERA, a fim
de evitar a saída precoce da substância ativa.
4. Agitar energicamente o conjunto. Mediante pressão do dedo indicador sobre a base
do frasco, ativar a liberação do medicamento, conforme prescrito pelo médico.
Fazer uma expiração profunda.
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5. Imediatamente após a expiração, retirar a tampa protetora, colocar a AEROCÂMERA
entre os lábios, inspirar profundamente pela boca e prender a respiração por 5 a 10
segundos.
Os passos 3 a 5 deverão ser repetidos para uma segunda
inalação.
6. Recoloque a tampa protetora após o uso
_______________________________________________________
Observações:
Item 5
- A inspiração deve ser efetuada imediatamente após a liberação do medicamento
do aerossol para dentro da AEROCÂMERA, evitando, assim, que as partículas flutuantes
de substância ativa se fixem na parede interna da AEROCÂMERA, sem exercer a sua
ação.
Após o uso, lavar em água morna e deixar secar.
Deve-se obedecer cuidadosamente às instruções de uso e treinar inicialmente os diversos
passos.
O frasco encontra-se sob pressão e não deve de maneira alguma ser forçado ou exposto
à temperatura acima de 50°C. Como o frasco não é transparente, não é possível observar
quando o conteúdo já foi utilizado, mas agitando-se o frasco é possível saber se ainda há
algum líquido.
O bocal deve ser mantido sempre limpo e pode ser lavado com água morna. Se for
utilizado sabão ou detergente, o bocal deve ser completamente enxaguado com água
limpa.
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ATENÇÃO: o bocal plástico foi especialmente desenvolvido para uso com DUOVENT,
para garantir a administração da quantidade correta de medicamento. O bocal nunca deve
ser utilizado com outro aerossol dosificador, assim como DUOVENT também não deve
ser utilizado com outro bocal que nã o o fornecido com o produto.
Superdosagem
Sintomas:
os eventuais sintomas de superdosagem relacionam-se basicamente com o
fenoterol.
Os sintomas de superdosagem esperados são aqueles decorrentes da excessiva
estimulação beta-adrenérgica, tais como taquicardia, palpitação, tremor, hipertensão,
hipotensão, pressão do pulso ampliada, dor do tipo angina, arritmias e vermelhidão.
Os sintomas de superdosagem esperados com o brometo de ipratrópio, como secura da
boca e distúrbios da acomodação visual, são leves pois a biodisponibilidade sitêmica do
ipratrópio inalado é muito baixa.
Tratamento:
administrar sedativos, tranqüilizantes; em casos graves instituir medidas de
terapêutica intensiva. Como antídoto específico recomendam-se beta-bloqueadores,
preferencialmente beta
1
-seletivos; contudo, deve-se considerar um possível aumento da
obstrução brônquica e a dose deve ser ajustada nos pacientes com asma brônquica ou
DPOC, devido ao risco de broncoespasmo grave, que pode ser fatal.
Pacientes idosos
Desconhecem-se restrições ou precauções especiais para o uso do produto em pacientes
com idade superior a 65 anos, desde que sigam corretamente as precauções e a
orientação médica.
Nº do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho.
Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
MS-1.0367.0050
Resp. Técn: Farm. Laura M. S. Ramos - CRF-SP nº 6870
Boehringer Ingelheim do Brasil Química e Farmacêutica Ltda.
Rod. Regis Bittencourt (BR 116), km 286 - Itapecerica da Serra – SP
SAC
?
0800-7016633
CNPJ/MF nº 60.831.658/0021-10
DUOVENT - 12 -
Indústria Brasileira
CCDS 0078-04 20081216
A 09-01