medicine

Depo Provera

Laboratório: Pfizer

Princípio ativo: Acetato de Medroxiprogesterona

Tipo: Suspensão injetável 150 mg/ml

Bula

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Depo® Provera® 150 mg
acetato de medroxiprogesterona
PARTE I
IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO
Nome:
Depo® Provera® 150 mg
Nome genérico:
acetato de medroxiprogesterona
Forma farmacêutica e apresentações:
Depo® Provera® suspensão injetável 150 mg/mL em embalagem contendo 1 frasco-ampola
com 1 mL.
Depo® Provera® suspensão injetável 150 mg/mL em embalagem contendo 1 seringa
descartável preenchida estéril com 1 mL + 1 agulha descartável.
USO ADULTO
USO INJETÁVEL POR VIA INTRAMUSCULAR
Composição:
Cada mL de Depo® Provera® suspensão injetável contém 150 mg de acetato de
medroxiprogesterona.
Excipientes:
macrogol, polissorbato 80, cloreto de sódio, metilparabeno, propilparabeno,
hidróxido de sódio
a
, ácido clorídrico
a
, água para injetáveis.
a = para ajuste de pH
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PARTE II
INFORMAÇÕES À PACIENTE
Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 150 mg é indicado como
contraceptivo (supressão da ovulação).
Depo® Provera® 150 mg deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e
30°C), protegido da luz.
O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto.
Não use medicamentos com o prazo de validade vencido, pode ser perigoso para sua
saúde.
Este produto é contra-indicado a mulheres grávidas ou que suspeitem estar grávidas.
A perda da densidade mineral óssea (osteoporose) pode ocorrer em mulheres na pré-
menopausa que utilizam acetato de medroxiprogesterona injetável por longo-prazo
(vide “Advertências e Precauções Especiais”).
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o
seu término.
É recomendado que você tenha uma ingestão adequada de cálcio e vitamina D.
O acetato de medroxiprogesterona e seus metabólitos são excretados no leite
materno. Não há evidência sugerindo que esse fato determine qualquer dano ao bebê.
Informe ao seu médico se estiver amamentando.
Depo® Provera® 150 mg deve ser administrado por via intramuscular.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a
duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Depo® Provera® 150 mg pode interagir com outros medicamentos, como a
aminoglutetimida.
É muito importante informar ao seu médico caso esteja usando outros medicamentos
antes do início ou durante o tratamento com Depo® Provera® 150 mg.
Informe ao seu médico o aparecimento de qualquer reação desagradável durante o
tratamento com Depo® Provera® 150 mg, tais como: vaginite, retenção de líquidos,
variações de peso, diminuição da libido ou ausência de orgasmo, insônia,
convulsões, depressão, tontura, dor de cabeça, nervosismo, sonolência, distúrbios
tromboembólicos, ondas de calor, dor ou desconforto abdominal, distensão
abdominal (aumento do volume), náusea, distúrbios da função do fígado, pele
amarelada (icterícia), acne, perda de cabelo, aumento de pêlos, coceira, erupções
cutâneas, urticária, dor nas articulações, dor nas costas, cãibras nas pernas,
sangramento uterino anormal (irregular, aumento, redução), ausência de
menstruação, corrimento, dor abdominal, períodos prolongados sem ovulação,
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secreção de leite pelas mamas, sensibilidade nas mamas, reações de
hipersensibilidade (reações alérgicas) (por ex.: reações de anafilaxia e anafilactóides,
angioedema), cansaço, reações no local da injeção, febre, redução da tolerância à
glicose, perda de cálcio dos ossos (vide “Reações Adversas”).
Na experiência pós-comercialização foram relatados casos raros de osteoporose,
incluindo fraturas por pacientes utilizando Depo® Provera® 150 mg.
Depo® Provera® 150 mg é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade
conhecida ao acetato de medroxiprogesterona ou a qualquer componente da fórmula;
a pacientes grávidas ou com suspeita de gravidez; a pacientes com sangramento
vaginal de causa não-diagnosticada; a pacientes com a doença ou suspeita de doença
maligna mamária; a pacientes com doenças tromboembólicas e a pacientes com
disfunção hepática grave; a pacientes com história de aborto retido.
O efeito adverso mais comum relatado com o uso de Depo® Provera® 150 mg é uma
alteração no ciclo menstrual normal. Durante o primeiro ano de uso deste
medicamento você poderá observar um ou mais dos seguintes efeitos: sangramento
irregular ou imprevisto, aumento ou diminuição do sangramento menstrual ou
ausência completa de sangramento menstrual. Este medicamento pode interromper a
menstruação por período prolongado e/ou causar sangramentos intermenstruais
graves. Não é normal ocorrer sangramento contínuo ou abundante em exagero; nesse
caso, procure seu médico imediatamente.
Informe ao seu médico se você tem ou teve depressão.
Informe ao seu médico se você é diabética.
Depo® Provera® 150 mg deve ser administrado por via intramuscular, em intervalos
de 12 a 13 semanas, sendo no máximo a cada 13 semanas (91 dias). Se passados
mais de 91 dias da última aplicação você deve excluir gravidez através de um teste
sorológico antes de realizar uma nova aplicação de Depo® Provera® 150 mg. Antes
do término das 13 semanas procure seu médico para programar a data correta da
nova aplicação. Este medicamento tem uma grande eficácia anticoncepcional, desde
que usado rigorosamente segundo a orientação de seu médico.
Procure seu médico se ocorrer perda completa ou parcial súbita de visão ou no caso
de instalação súbita de proptose (olho saltado para frente), visão dupla ou enxaqueca.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Este medicamento não a protege contra a infecção pelo HIV (AIDS), nem contra outras
doenças sexualmente transmissíveis.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRI ANÇAS.
NÃO TOME REMÉDI O SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO; PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.
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PARTE III
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O acetato de medroxiprogesterona (acetato de 17a-hidroxi-6a-metilprogesterona) é um
derivado da progesterona.
Mecanismo de Ação
O acetato de medroxiprogesterona é uma progestina sintética (estruturalmente relacionado
ao hormônio progesterona endógeno) que demonstrou possuir várias ações farmacológicas
sobre o sistema endócrino:
Inibição das gonadotrofinas pituitárias (FSH e LH);
Diminuição dos níveis sangüíneos de ACTH e de hidrocortisona;
Diminuição da testosterona circulante;
Diminuição dos níveis de estrogênio circulante (como resultado da inibição de FSH e
indução enzimática de redutase hepática, resultando em aumento do
clearance
de
testosterona e conseqüente redução de conversão de androgênios para estrogênios).
Todas essas ações resultam em um número de efeitos farmacológicos descritos abaixo:
Quando o acetato de medroxiprogesterona é administrado por via parenteral à paciente na
posologia recomendada, inibe a secreção das gonadotrofinas, que, por sua vez, evita a
maturação do folículo e a ovulação, determinando a redução da espessura do endométrio.
Como resultado, há uma atividade contraceptiva.
Estudos Clínicos
Estudos de Densidade Mineral Óssea
Alterações da Densidade Mineral Óssea em Mulheres Adultas
Em um estudo clínico controlado em mulheres adultas usando acetato de
medroxiprogesterona injetável (150 mg IM) por até 5 anos para contracepção, mostrou uma
diminuição média de 5-6% da densidade mineral óssea na coluna lombar e no quadril,
comparado à mudança não significativa da densidade mineral óssea no grupo controle. A
redução na densidade mineral óssea foi mais pronunciada durante os dois primeiros anos
de uso, com declínios menores nos anos subseqüentes. Foram observadas alterações
médias na densidade mineral óssea da coluna lombar de -2,86%, -4,11%, -4,89%, -4,93% e
-5,38% após 1, 2, 3, 4 e 5 anos, respectivamente. As reduções médias na densidade
mineral óssea do quadril total, colo femoral foram semelhantes.
Após a interrupção do uso de acetato de medroxiprogesterona injetável (150 mg IM), houve
recuperação progressiva da densidade mineral óssea em relação aos valores basais
durante o período de 2 anos pós-tratamento. Após 2 anos sem tratamento, o déficit da
densidade mineral óssea caiu para aproximadamente 2,1% na coluna e quadril. Um
tratamento de maior duração foi associado a uma taxa mais lenta de recuperação da
densidade mineral óssea (vide “Advertências e Precauções Especiais – Perda da Densidade
Mineral Óssea”).
Alterações da Densidade Mineral Óssea em Meninas Adolescentes (12-18 anos de idade)
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Um estudo clínico aberto não randomizado em meninas adolescentes (12-18 anos) usando
acetato de medroxiprogesterona injetável (150 mg IM a cada3 meses por até 240 semanas
(4,6 anos) para contracepção, também mostrou um declínio significativo na densidade
mineral óssea em relação ao basal. Entre os pacientes que receberam >4 injeções por um
período de 60 semanas, a diminuição média da densidade mineral óssea na coluna lombar
foi de -2,1% após 240 semanas, a diminuição média no quadril total e colo femoral foi de -
6,4% e -5,4%, respectivamente. O acompanhamento pós-tratamento demonstrou que a
densidade mineral óssea da coluna lombar recuperou-se ao nível basal aproximadamente 1
ano após a descontinuação do tratamento e a densidade mineral óssea do quadril
recuperou-se ao nível basal aproximadamente 3 anos após a descontinuação do tratamento.
Em contrapartida, pacientes não-tratados demonstraram aumento da densidade mineral
óssea média nas 240 semanas de 5,1%, 1,1% e 1,5% para coluna lombar, quadril total e
colo femoral, respectivamente (vide “Advertências e Precauções
Especiais - Perda da
Densidade Mineral Óssea”).
Propriedades Farmacocinéticas
Absorção
: após administração intramuscular, o acetato de medroxiprogesterona é
lentamente liberado, resultando em um nível baixo, mas persistente na circulação.
Imediatamente após uma injeção intramuscular de 150 mg/mL de acetato de
medroxiprogesterona, as concentrações séricas foram de 1,7 ± 0,3 nmol/L. Duas semanas
mais tarde, os níveis foram de 6,8 ± 0,8 nmol/L. O tempo médio para o pico é de
aproximadamente 4 a 20 dias após uma dose intramuscular. Os níveis séricos de acetato de
medroxiprogesterona são reduzidos gradualmente e permanecem relativamente constante
por volta de 1 ng/mL por 2-3 meses. Os níveis na circulação podem ser detectados por 7 a 9
meses após uma injeção intramuscular.
Distribuição
: aproximadamente 90 a 95% do acetato de medroxiprogesterona estão ligados
as proteínas. O volume de distribuição relatado é de 20 ± 3 litros. O acetato de
medroxiprogesterona atravessa a barreira hematoencefálica e a barreira placentária (vide
“Advertências e Precauções – Uso durante a Gravidez e Uso durante a Lactação”). Baixos
níveis de acetato de medroxiprogesterona foram detectados no leite de mulheres lactantes
(vide “Advertências e Precauções – Uso durante a Gravidez e Uso durante a Lactação”) que
receberam 150 mg de acetato de medroxiprogesterona por via intramuscular.
Metabolismo
: o acetato de medroxiprogesterona é metabolizado no fígado.
Eliminação
: a meia-vida de eliminação após uma injeção intramuscular única é de cerca de
6 semanas. O acetato de medroxiprogesterona é excretado principalmente nas fezes, via
secreção biliar. Aproximadamente 30% de uma dose intramuscular é excretado na urina
após 4 dias.
Após a descontinuação da medicação, as mulheres com peso corpóreo mais baixo
engravidam mais rapidamente que aquelas com peso maior. Não se conhece o efeito de
doença hepática e/ou renal na farmacocinética do Depo® Provera® (acetato de
medroxiprogesterona) 150 mg.
Dados de Segurança Pré-Clínicos
Carcinogênese, Mutagênese e Alterações da Fertilidade
Administração intramuscular a longo-prazo de acetato de medroxiprogesterona mostrou
produzir tumores mamários em cães da raça
beagles
. Não há evidência de efeitos
carcinogênicos associados com a administração oral de acetato de medroxiprogesterona em
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ratos e camundongos. O acetato de medroxiprogesterona não foi mutagênico numa série de
ensaios de toxicidade genética
in vitro
ou
in vivo
. O acetato de medroxiprogesterona em
altas doses é um fármaco anti-fertilidade e, em casos de altas doses, pode-se esperar
diminuição da fertilidade até que o tratamento termine.
INDICAÇÕES
Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 150 mg é indicado como contraceptivo
(supressão da ovulação). É um anticoncepcional injetável de ação prolongada, que deve ser
administrado em intervalos de 12 a 13 semanas, sendo no máximo a cada 13 semanas (91
dias). Se passados mais de 91 dias da última aplicação deve-se excluir gravidez através de
um teste sorológico antes de realizar uma nova aplicação de Depo® Provera® 150 mg .
Uso por Longo Prazo
Uma vez que a perda da densidade mineral óssea pode ocorrer em mulheres na pré-
menopausa, que utilizam acetato de medroxiprogesterona injetável a longo-prazo (vide
“Advertências e Precauções Especiais – Perda da Densidade Mineral Óssea” e
“Propriedades Farmacodinâmicas – Estudos Clínicos - Estudos de Densidade Mineral
Óssea”), uma avaliação do risco/benefício, que também considere a diminuição da
densidade mineral óssea ocorrida durante a gravidez e lactação, deve ser considerada.
CONTRA-INDICAÇÕES
Depo® Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 150 mg é contra-indicado a
pacientes grávidas ou com suspeita de gravidez; como teste para diagnóstico de
gravidez, a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao acetato de
medroxiprogesterona ou a qualquer componente da fórmula; a pacientes com
sangramento vaginal de causa não-diagnosticada; a pacientes com suspeita de
neoplasia mamária ou neoplasia mamária comprovada; a pacientes com disfunção
hepática grave; a pacientes com tromboflebite ativa ou história atual ou pregressa de
distúrbios tromboembólicos ou cerebrovasculares; a pacientes com história de aborto
retido.
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Gerais
No caso de perdas sangüíneas vaginais inesperadas durante o tratamento com Depo®
Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 150 mg, aconselha-se investigação diagnóstica.
Depo® Provera® 150 mg pode causar algum grau de retenção hídrica, portanto, deve-se ter
cautela ao tratar pacientes com condições médicas pré-existentes que possam ser
agravadas pelo acúmulo de líquidos tais como: epilepsia, enxaqueca, asma e distúrbio
cardíaco ou renal.
Pacientes com história de tratamento para depressão devem ser monitoradas
cuidadosamente durante o tratamento com Depo® Provera® 150 mg.
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Algumas pacientes recebendo acetato de medroxiprogesterona podem apresentar uma
diminuição na tolerância à glicose. Portanto, pacientes diabéticas devem ser
cuidadosamente observadas durante terapia com Depo® Provera® 150 mg.
Havendo necessidade de exame histológico endometrial ou endocervical, o patologista (ou
laboratório) deve ser informado de que a paciente está sob tratamento com Depo®
Provera® 150 mg.
O médico/laboratório deve ser informado de que o uso de Depo® Provera® 150 mg pode
diminuir os níveis dos seguintes biomarcadores endócrinos:
esteróides plasmáticos/urinários (cortisol, estrogênio, pregnanodiol, progesterona,
testosterona);
gonadotrofinas plasmáticas/urinárias (LH e FSH);
globulina ligada a hormônios sexuais.
Se ocorrer perda completa ou parcial súbita de visão ou no caso de instalação súbita de
proptose, diplopia ou enxaqueca, a medicação não deve ser re-administrada até realização
de exame. Se o exame revelar papiledema ou lesões vasculares retinianas, a medicação
não deve ser readministrada.
O acetato de medroxiprogesterona não apresentou associação causal com a indução de
distúrbios trombóticos ou tromboembólicos (tromboflebite, embolia pulmonar, alterações
cerebrovasculares e trombose da retina), entretanto, Depo® Provera® 150 mg não é
recomendado a pacientes com história de tromboembolismo venoso. A descontinuação do
medicamento é recomendada a pacientes que desenvolverem tromboembolismo venoso
durante o tratamento com Depo® Provera® 150 mg.
Tabela - Expectativa mais baixa e taxas típicas de falha, expressas como percentual de
mulheres que engravidam acidentalmente no primeiro ano de uso contínuo de métodos
anticoncepcionais.
Método
Menor Expectativa
Taxa Típica
Depo® Provera® (progestágeno injetável)
0,3
0,3
Implantes (Norplant - 6 cápsulas)
0,2*
0,2*
Esterilização feminina
0,2
0,4
Esterilização masculina
0,1
0,15
Pílula
Combinada
Apenas progestágeno
0,1
0,5
3
DIU
Progestasert
Cobre T380A
2,0
0,8
3
Preservativo masculino (camisinha)
2
12
Diafragma
6
18
Pessário
6
18
Espermicidas
3
21
Esponja vaginal:
mulheres multíparas
mulheres nulíparas
9
6
28
18
Abstinência periódica
1-9
20
Coito interrompido
4
18
Nenhum método
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85
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Fonte: Trussel et al. A guide to interpreting contraceptive efficacy studies. Obstet.Gynecol. 1990;
76:558-67.
* Bula de Norplant
Menor expectativa: quando o método é usado exatamente como indicado.
Taxa típica: inclui aquelas que não seguem exatamente as recomendações.
O médico deve estar alerta para a possibilidade de ocorrer gravidez ectópica nas pacientes
tratadas com
Depo® Provera® 150 mg
que engravidarem ou se queixarem de dor
abdominal intensa.
O exame físico preliminar da paciente e seu acompanhamento devem incluir uma avaliação
adequada da mama e de órgãos pélvicos, bem como o teste de Papanicolau.
O uso de Depo® Provera® 150 mg pode mascarar o aparecimento do climatério.
Devido à sua ação prolongada e à conseqüente dificuldade em prever o tempo de
sangramento após a injeção, Depo® Provera® 150 mg não é recomendado para tratamento
de amenorréia secundária ou sangramento uterino funcional. Nessas condições recomenda-
se a terapia por via oral.
Este medicamento pode interromper a menstruação por período prolongado e/ou
causar sangramentos intermenstruais severos.
Advertências e Precauções Especiais
Perda da Densidade Mineral Óssea
O uso de acetato de medroxiprogesterona injetável reduz os níveis de estrógeno sérico em
mulheres na pré-menopausa e está associado a perda significativa da densidade mineral
óssea devido ao ajuste do metabolismo ósseo para um nível mais baixo de estrógeno. Esta
perda da densidade mineral óssea é particularmente preocupante durante a adolescência e
início da f ase adulta, um período crítico do crescimento ósseo. A perda óssea é maior com o
aumento da duração do uso e pode não ser completamente reversível. Não se sabe se o
uso de acetato de medroxiprogesterona injetável irá reduzir o pico de massa óssea em
mulheres mais jovens e aumentar o risco de fraturas osteoporóticas ao longo da vida. Tanto
em mulheres adultas e adolescentes, a redução da densidade mineral óssea durante o
tratamento parece ser substancialmente reversível após a descontinuação de injeções de
acetato de medroxiprogesterona e o aumento da produção de estrógeno ovariano (vide
“Propriedades Farmacodinâmicas – Estudos de Densidade Mineral Óssea”).
Um estudo de coorte retrospectivo para avaliar o efeito do acetato de medroxiprogesterona
injetável na incidência de fraturas ósseas foi conduzido com 312.395 mulheres que utilizam
contraceptivos no Reino Unido. As taxas de incidência de fraturas foram comparadas entre
pacientes que utilizavam acetato de medroxiprogesterona de depósito (DMPA) e pacientes
que utilizam contraceptivos, mas que nunca haviam usado DMPA. A razão da taxa de
incidência (RTI) para qualquer fratura durante o período de acompanhamento (média = 5,5
anos) foi de 1,41 (IC 95% 1,35, 1,47). Entre a sub-coorte de dados antes e após o primeiro
relato de tratamento com contraceptivo (n = 166.367), comparações foram realizadas para o
período de acompanhamento e também para o período de 6 meses antes do primeiro relato
de tratamento com contraceptivo. Comparando as pacientes que utilizam DMPA com as
pacientes que não utilizam, a RTI para qualquer f ratura pré-tratamento (RTI 1,28, IC 95%
1,07, 1,53) foi comparável ao RTI pós-tratamento (RTI 1,37, IC 95% 1,29, 1,45). Os
resultados gerais dão suporte à conclusão de que a alta incidência de fraturas entre
pacientes que utilizam DMPA neste estudo ocorre principalmente devido ao resultado de
outros fatores do que à exposição ao DMPA.
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O acetato de medroxiprogesterona injetável deve ser utilizado como método contraceptivo a
longo-prazo (mais do que 2 anos), apenas se outros métodos contraceptivos forem
inadequados. A densidade mineral óssea deve ser avaliada quando uma mulher precisar
utilizar o acetato de medroxiprogesterona a longo-prazo. Nas adolescentes, a interpretação
dos resultados de densidade mineral óssea deve ser feita levando em conta a idade da
paciente e a maturidade esquelética.
Outro método contraceptivo deve ser considerado na análise risco/benefício do uso de
acetato de medroxiprogesterona injetável em mulheres com fatores de risco para
osteoporose tais como:
Uso crônico de álcool e/ou tabaco;
Uso crônico de medicamentos que podem reduzir a massa óssea como
anticonvulsivantes ou corticosteróides;
Baixo índice de massa corpórea e distúrbios alimentares, por exemplo, anorexia
nervosa e bulimia;
Doença do metabolismo ósseo;
História familiar importante de osteoporose.
É recomendado que todas as pacientes tenham uma ingestão adequada de cálcio e
vitamina D.
Contracepção
Na maioria das mulheres que utilizam Depo® Provera® 150 mg
observa-se uma
modificação do seu padrão de sangramento menstrual (por ex.: sangramento irregular ou
imprevisível, raramente, sangramento contínuo ou abundante). Quando as mulheres
continuam a usar Depo® Provera® 150 mg, poucas apresentam sangramento irregular e
muitas apresentam amenorréia. No caso de sangramento persistente ou grave, deve ser
realizada uma investigação apropriada para descartar a possibilidade de doença orgânica,
devendo o tratamento adequado ser instituído quando necessário.
Após injeções repetidas, a amenorréia e a anovulação podem persistir por até 18 meses e,
em raros casos, por períodos ainda mais longos.
Recomenda-se que o médico alerte a paciente no início do tratamento, que seu ciclo
menstrual pode sofrer alterações, podendo ocorrer hemorragia ou sangramentos
intermenstruais imprevistos, mas que, com o decorrer do tratamento com Depo® Provera®
150 mg
,
esses efeitos geralmente diminuem até chegar à amenorréia, sem que haja
necessidade de qualquer outra terapia.
O levantamento de casos controlados de pacientes em terapia com Depo® Provera® 150
mg
por tempo prolongado, constatou aumento discreto ou nulo do risco global de câncer de
mama e nenhum aumento do risco geral de câncer ovariano, de fígado ou de colo uterino,
bem como um efeito prolongado protetor, no sentido de reduzir o risco de câncer do
endométrio na população de pacientes. O aumento do risco relativo (RR) de 2,19 (Intervalo
de Confiança = IC 95% 1,23 a 3,89) foi associado ao uso de Depo® Provera® por mulheres
nas quais a primeira exposição ao medicamento ocorreu nos 4 anos anteriores e com idade
inferior a 35 anos. Entretanto, o RR global para pacientes que utilizam freqüentemente
Depo® Provera® 150 mg foi de apenas 1,2 (IC 95% 0,96 a 1,52). Outras análises recentes
mostraram resultados semelhantes no RR de câncer de mama associado ao uso de Depo®
Provera® 150 mg.
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Depo® Provera® 150 mg possui efeito contraceptivo prolongado. O tempo médio da
concepção (para pacientes com capacidade para tal) após a suspensão do medicamento é
de 10 meses, com uma variação de 4 a 31 meses, independentemente da duração do uso.
Pacientes em terapia com Depo® Provera® 150 mg apresentaram tendência de aumento de
peso durante o tratamento.
No caso de surgimento de icterícia, deve-se considerar a não re-administração do
medicamento.
As pacientes devem ser alertadas para o fato de que Depo® Provera® 150 mg não protege
contra a infecção pelo HIV (AIDS), nem contra outras doenças sexualmente transmissíveis.
Uso durante a Gravidez
Depo® Provera® 150 mg é contra-indicado a mulheres grávidas.
Alguns relatos sugerem uma associação entre a exposição intra-uterina a fármacos
progestacionais durante o primeiro trimestre da gravidez e anormalidades genitais em fetos.
Crianças nascidas de mães com gravidez acidental um a dois meses após a injeção de
acetato de medroxiprogesterona suspensão injetável, podem estar sob risco aumentado de
baixo peso ao nascer que, por sua vez, está associado ao risco aumentado de morte
neonatal. O risco atribuível é baixo, uma vez que tais gestações são incomuns (vide
“Propriedades Farmacocinéticas”). Se a paciente engravidar enquanto estiver utilizando
Depo® Provera® 150 mg, ela deve ser informada do risco potencial para o feto.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Depo® Provera® é um medicamento classificado na categoria X de risco de gravidez.
Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que
possam ficar grávidas durante o tratamento.
Uso durante a Lactação
O acetato de medroxiprogesterona e seus metabólitos são excretados no leite materno. Não
há evidência sugerindo que esse f ato determine qualquer dano ao lactente (vide
“Propriedades Farmacocinéticas”).
Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas
Os efeitos de Depo® Provera® 150 mg na habilidade de dirigir e operar máquinas não foram
sistematicamente avaliados.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
A administração concomitante de aminoglutetimida e altas doses de Depo® Provera®
(acetato de medroxiprogesterona) 150 mg, pode diminuir significativamente os níveis séricos
de acetato de medroxiprogesterona. As pacientes que utilizam altas doses de Depo®
Provera® 150 mg devem ser alertadas para a possibilidade de redução da eficácia com o
uso de aminoglutetimida.
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Interações em Testes Laboratoriais
Certos testes de função endócrina e, possivelmente, hepática, podem ser afetados pelo
tratamento com Depo® Provera® 150 mg. Portanto, se esses testes resultam anormais em
pacientes sob terapia com essa medicação, recomenda-se que sejam repetidos após a
retirada do fármaco.
O patologista clínico deve ser informado do tratamento progestágeno, quando forem
enviadas amostras relevantes.
Os seguintes resultados laboratoriais podem ser afetados pelo uso de progestágenos,
inclusive Depo® Provera® 150 mg:
Aumento do iodo ligado à proteína, aumento do iodo ligado à proteína extraível pelo butanol
e diminuição dos valores de captação de T3; aumento dos valores dos testes de coagulação
para a protrombina (Fator II) e Fatores VII, VIII, IX e X; aumento nos testes de
bromossulftaleína e outros testes de função hepática; alteração nos testes de tolerância à
glicose e no teste de metirapona. Os efeitos do acetato de medroxiprogesterona no
metabolismo lipídico são inconsistentes: foram observados tanto aumentos quanto reduções
nos níveis de colesterol total, dos triglicérides e do colesterol das lipoproteínas de baixa
(LDL) e alta densidade (HDL); diminuição da concentração de hormônio sexual ligado à
globulina; diminuição dos níveis de gonadotrofina; diminuição dos níveis de esteróides
plasmáticos e urinários (por ex. progesterona, estradiol, pregnanodiol, testosterona, cortisol).
REAÇÕES ADVERSAS
Infecções e infestações:
vaginite.
Sistema imune:
reações de hipersensibilidade (por ex.: reações de anafilaxia e
anafilactóides, angioedema).
Endócrino:
anovulação prolongada.
Metabolismo e nutrição:
retenção hídrica, variações de peso.
Psiquiátrico:
depressão, diminuição da libido ou anorgasmia, insônia, nervosismo.
Sistema nervoso:
convulsões, tontura, cefaléia, sonolência.
Vascular:
distúrbios tromboembólicos, ondas de calor.
Gastrintestinal:
dor ou desconforto abdominal, distensão abdominal, náusea.
Hepatobiliar:
icterícia.
Pele e Tecido subcutâneo:
acne, alopecia, hirsutismo, prurido,
rash
, urticária.
Musculoesquelético e tecido conjuntivo e ósseo:
artralgia, dor nas costas, cãibras nas
pernas.
Sistema reprodutivo e mama:
sangramento uterino anormal (irregular, aumento, redução),
amenorréia, leucorréia, dor pélvica, galactorréia, mastodinia, sensibilidade nas mamas.
Geral e local da administração:
fadiga, astenia, reações no local da injeção, pirexia.
Laboratorial:
redução da tolerância à glicose, distúrbios da função hepática, perda da
densidade mineral óssea.
Reações Adversas Pós-comercialização
Na experiência pós-comercialização foram relatados casos raros de osteoporose, incluindo
fraturas osteoporóticas relatadas por pacientes utilizando acetato de medroxiprogesterona
IM.
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POSOLOGIA
O frasco-ampola e a seringa preenchida de Depo® Provera® (acetato de
medroxiprogesterona) 150 mg, devem ser vigorosamente agitados antes do uso, para
garantir que a dose a ser administrada represente uma suspensão uniforme.
A dose recomendada para contracepção (supressão da ovulação) é de 150 mg de acetato
de medroxiprogesterona (1 mL de Depo® Provera® 150 mg administrada por injeção
intramuscular profunda nos músculos glúteo ou deltóide) em intervalos de 12 a 13 semanas
,
sendo no máximo a cada 13 semanas (91 dias).
A suspensão intramuscular não f oi
formulada para ser administrada por injeção subcutânea.
Para assegurar que a paciente não esteja grávida no momento da primeira administração, é
importante que a injeção seja aplicada durante os 5 primeiros dias após o início de um ciclo
menstrual normal; ou nos 5 primeiros dias pós-parto se a paciente não estiver amamentando
a criança ao seio. Caso a paciente esteja amamentando exclusivamente, a administração de
Depo® Provera® 150 mg deve ser realizada somente a partir da 6ª semana pós-parto.
Se o período entre as injeções for maior do que 13 semanas, (91 dias) o médico deve
certificar-se que a paciente não esteja grávida antes da administração da medicação. A
ef icácia do tratamento depende da adesão ao esquema de dosagem de Depo® Provera®
150 mg.
A dose não necessita ser ajustada ao peso corporal.
Trocando outros anticoncepcionais por Depo® Provera® 150 mg
A troca de outro método anticoncepcional para Depo® Provera® 150 mg deve ser feita de
forma que o efeito contraceptivo seja garantido com base no mecanismo de ação de ambos
os métodos. Por exemplo, uma paciente que esteja trocando um anticoncepcional oral por
Depo® Provera® 150 mg deve tomar a primeira injeção de Depo® Provera® 150 mg no
intervalo de 7 dias após o dia em que tomou a última pílula.
Uso em Crianças
O acetato de medroxiprogesterona IM não é indicado antes da menarca.
Existem dados disponíveis em meninas adolescentes (12-18 anos) (vide “Propriedades
Farmacodinâmicas – Estudos Clínicos - Alterações da Densidade Mineral Óssea em
Meninas Adolescentes (12-18 anos de idade)”). Excluindo aspectos relacionados à perda da
densidade mineral óssea, espera-se que a segurança e eficácia do acetato de
medroxiprogesterona IM sejam a mesma para adolescentes pós-menarca e mulheres
adultas.
Instruções Especiais para o Uso da Seringa Preenchida
Agitar vigorosamente para homogeneizar a suspensão. Remover o protetor da seringa, e
encaixar cuidadosamente a agulha. Remover o protetor da agulha e aplicar a injeção. A
seringa preenchida destina-se a uso único.
Incompatibilidades
As formas injetáveis não devem ser misturadas com qualquer outro agente.
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SUPERDOSAGEM
O tratamento de superdosagem deve ser sintomático e de suporte.
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PARTE IV
MS - 1.0216.0213
Farmacêutica Responsável:
Raquel Oppermann – CRF-SP nº 36144
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.
Número do lote e data de fabricação: vide embalagem externa.
Produto fabricado e embalado por:
Pfizer Manufacturing Belgium NV
Puurs – Bélgica
Distribuído por:
LABORATÓRIOS PFIZER LTDA.
Av. Monteiro Lobato, 2270
CEP 07190-001 – Guarulhos – SP
CNPJ nº 46.070.868/0001-69
Indústria Brasileira.
Fale Pfizer 0800-16-7575
www.pfizer.com.br
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