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Climene

Laboratório: Schering do Brasil

Princípio ativo: Acetato de Ciproterona + Valerato de Estradiol

Forma Farmacêutica

Comprimidos revestidos em embalagem com 1 cartela com 21 comprimidos.
USO ADULTO
 

Composição

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém 2 mg de acetato de clormadinona e 0,03 mg de
etinilestradiol.
Excipientes: amido, dióxido de titânio, estearato de magnésio, hipromelose, lactose
monoidratada, macrogol 6000, óxido de ferro vermelho, povidona, propilenoglicol,
talco.

Indicações (ao Paciente)

Belara® é indicado como anticoncepcional.

Reações Adversas

As reações adversas que podem ser observadas com o uso de Belara® são
ordenadas quanto ao seu tipo e aparecimento, sendo que a seguinte classificação é
adotada:
Muito comuns: ocorrem em 1 de cada 10 mulheres usuárias;
Comuns: ocorrem em menos de 1 em cada 10, mas mais de 1 em cada 100
mulheres usuárias;
Incomuns: ocorrem em menos de 1 em cada 100, mas mais de 1 em cada 1.000
mulheres usuárias;
Raras: ocorrem em menos de 1 em cada 1.000, mas mais de 1 em cada 10.000
mulheres usuárias;
Muito raras: ocorrem em menos de 1 em cada 10.000, incluindo casos isolados;

Reações Adversas Gerais
Sistema gastrointestinal
Comuns: náusea. Incomuns: vômitos. Raras: dor de estômago, problemas gástricos
e intestinais.
Órgãos genitais e mamas
Comuns: tensão mamária, corrimento, menstruação dolorosa. Raras: dor no
abdomen inferior, descarga de leite nas mamas, miomas uterinos, inflamação da
vagina, cistos de ovário, infecções por fungos dos órgãos genitais. Muito raras:
aumento das mamas, do sangramento genital, das queixas pré-menstruais.
Sistema nervoso
Comuns: dor de cabeça. Incomuns: tontura, primeiro episódio de enxaqueca ou piora
de enxaqueca já existente.
Doenças psicológicas
Comuns: depressão, irritabilidade. Incomuns: nervosismo.
Órgãos sensoriais
Incomuns: distúrbios visuais. Raras: conjuntivite (p.ex., com o uso de lentes de
contato), desconforto ao uso de lentes de contato, zumbido.
Pele e apêndices
Raras: distúrbios de pigmentação, cloasma (que piora em longos períodos de
exposição ao sol), ressecamento da pele, reações alérgicas de pele, coceira, acne
transitória, perda de cabelo. Muito raras: dermatite, eritema nodoso, piora da
psoríase.
Distúrbios dos vasos
Raras: colapso cardiovascular. Muito rara: aumento da pressão sanguínea.
Músculos, ossos e tecido conectivo
Raras: dor lombar, alterações musculares.
Outros
Comuns: cansaço. Incomuns: sensação de peso nas pernas, retenção hídrica nos
tecidos. Raras: mudanças no peso ou apetite, alterações na libido, tendência à
sudorese.
Reações Adversas Específicas do Ciclo Menstrual
- Sangramento intracíclico: spotting e sangramento de escape (com intensidade
menstrual) podem ocorrer durante o uso de Belara® . Estes tipos de
sangramento são raros e ocorrem, em geral, apenas durante os primeiros
ciclos de uso. Você deve continuar a tomar Belara® e, se o sangramento não
desaparecer espontaneamente dentro de alguns dias, recomenda-se que o
médico seja consultado para excluir qualquer patologia orgânica.
- Ausência de sangramento de privação: em casos muito raros, se não ocorre
sangramento de privação durante os dias livres de medicação, você pode
continuar a tomar Belara® se a presença de gravidez for excluída dentro dos
primeiros 10 dias do novo ciclo de tratamento.
Nota: na maioria dos casos, após a interrupção do uso de Belara® , as
glândulas reprodutoras rapidamente assumem seu funcionamento pleno e a
capacidade de conceber é restaurada. Em geral, o primeiro ciclo é prolongado
em cerca de 1 semana. Entretanto, se um ciclo normal não reaparecer em 2 a
3 meses, consulte seu médico.
- Existe um discreto aumento na incidência de doenças das vias biliares durante
o uso prolongado de contraceptivos hormonais. Há uma divisão de opiniões
em relação à possibilidade de formação de cálculos biliares durante o uso de
contraceptivos contendo estrogênio. Em casos raros, tumores hepáticos
benignos e, mais raramente ainda, malignos foram observados após o uso de
agentes hormonais do tipo contido em Belara® e em alguns casos resultaram
em sangramento intra-abdominal potencialmente fatal.
Se ocorrem queixas abdominais altas incomuns, que não se resolvem
espontaneamente e rapidamente, pode ser necessário interromper o uso de
Belara® .
Em casos muito raros, os sintomas descritos também podem ocorrer
associados a trombose de veia hepática ou veia mesentérica.
Efeito sobre o tecido mamário
O câncer de mama é uma das neoplasias dependentes de hormônios. Fatores de
risco para câncer de mama tais como menarca precoce, menopausa tardia (após 52
anos de idade), nuliparidade, ciclos anovulatórios, etc., são bem conhecidos e
sugerem a possibilidade de envolvimento hormonal no desenvolvimento do mesmo.
Os receptores hormonais são de importância vital na biologia do tumor do câncer de
mama. Os estrogênios, especialmente, induzem uma multiplicidade de fatores de
crescimento tais como fator de transformação de crescimento alfa (TGF-alfa). Os
estrogênios e os progestogênios influenciam o crescimento de células de câncer de
mama. Estas relações biológico tumorais, entre outras, formam a base teórica para o
tratamento farmacológico do câncer de mama pós-menopáusico receptor-positivo. A
análise de estudos epidemiológicos que indicam uma possível relação entre o uso de
contraceptivos orais e o câncer de mama também sugere que a ocorrência desta
neoplasia em mulheres até a meia idade é frequentemente associada ao uso de
contraceptivos orais iniciados precocemente e utilizados a longo prazo. Por outro
lado, esse é apenas um dos vários possíveis fatores de risco envolvidos.
Secreção mamária e aumento do tamanho das mamas têm sido observados em
casos individuais.
Cistos ovarianos
Cistos ovarianos funcionais foram encontrados em mulheres em uso de
contraceptivos orais.
Risco tromboembólico
O uso de contraceptivos hormonais está associado ao risco aumentado de doenças
tromboembólicas venosas e arteriais (p.ex., trombose venosa, embolia pulmonar,
acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio). Este risco pode ser aumentado por
fatores adicionais (tabagismo, hipertensão, transtornos da coagulação sanguínea ou
metabolismo lipídico, sobrepeso considerável, veias varicosas, história de flebite e
trombose) (veja “Advertências”).
Atenção: este é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado
eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e
não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.
 

Informações Técnicas (ao Médico)

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades farmacodinâmicas
Belara® é um contraceptivo oral combinado contendo um estrogênio, etinilestradiol,
e um progestogênio, acetato de clormadinona. A tomada contínua de Belara®
durante 21 dias resulta na inibição da secreção de FSH e LH pela hipófise, com
supressão da ovulação. A consistência do muco cervical é modificada, reduzindo a
migração dos espermatozóides para o canal cervical e alterando a motilidade dos
espermatozóides.
Durante os estudos de tolerabilidade e eficácia, o efeito positivo conhecido do
acetato de clormadinona sobre as alterações cutâneas androgênicas como acne e
seborréia foi observado.
Propriedades farmacocinéticas
O acetato de clormadinona e o etinilestradiol são absorvidos rapidamente e quase
completamente após a ingestão dos comprimidos de Belara® . A disponibilidade
sistêmica do acetato de clormadinona é alta em comparação a do etinilestradiol, uma
vez que ele não é submetido ao metabolismo de primeira passagem hepática. As
concentrações de pico plasmático são alcançadas em 1 a 2 horas após a
administração oral. No plasma, as substâncias ativas ligam-se principalmente às
proteínas. Ambas são rapidamente distribuídas aos tecidos. O acetato de
clormadinona é armazenado principalmente no tecido gorduroso, do qual é liberado
de forma equilibrada para a circulação. O estado de equilíbrio é atingido após 3 a 4
dias para o etinilestradiol e após 8 dias para o acetato de clormadinona. A meia-vida
de eliminação média do acetato de clormadinona é 34 horas e do etinilestradiol é de
13 a 27 horas. A maior parte do acetato de clormadinona é excretada sob a forma de
metabólitos altamente polarizados e conjugados na urina e fezes na proporção 40:60.
O etinilestradiol também é eliminado na urina e fezes (40:60) com meia-vida renal
média de 25 horas. Os produtos de biodegradação na urina são predominantemente
sulfatos glicuronídeo, sendo 20% do composto base recuperado nas fezes.
RESULTADOS DE EFICÁCIA
Em um estudo multicêntrico, aberto, foram incluídas 2.620 mulheres, que receberam
Belara® durante 12 ciclos menstruais, representando um total de 29.262 ciclos.
Durante o período de observação 10 casos de gravidez foram relatados. Portanto, o
Índice de Pearl não ajustado foi 0,4 [95% IC (0,2 - 0,8)]. Entretanto, 90% dos casos
de gravidez ocorreram por erros de tomada do medicamento, com pelo menos 8 de 9
pacientes esquecendo de tomar os comprimidos de Belara® várias vezes. Após uma
revisão, apenas 1 caso de gravidez foi considerado como falha do método
contraceptivo, resultando em um Índice de Pearl ajustado de 0,04 [95% IC (0,002 -
0,2)].1
Em outro estudo multicêntrico, aberto, fase III, foram avaliadas 1.655 mulheres,
tratadas com Belara® durante um período ≤ 24 ciclos. De um total de 22.337 ciclos
observados, 12 casos de gravidez foram relatados. Em 7 dos 12 casos relatados, a
gravidez ocorreu por erros de tomada, administração concomitante de antibióticos,
diarréia ou vômitos. O Índice de Pearl teórico, neste estudo, foi de 0,269 [95% IC
(0,109 - 0,600)]. 2
Adicionalmente, uma publicação de um estudo fase III, multicêntrico, aberto, simplescego,
randomizado, controlado e paralelo, investigou a eficácia da administração de
contraceptivos orais combinados de baixa dosagem sobre a acne pápulo-pustulosa
da face, colo e dorso. Foram incluídas 199 pacientes distribuídas em dois grupos:
101 receberam etinilestradiol associado ao acetato de clormadinona e 98 receberam
um comparador contendo etinilestradiol associado a outro progestogênio.
Após 12 ciclos de tratamento, foram observadas taxas de resposta significativamente
melhores, de 59,4%, com a combinação etinilestradiol + acetato de clormadinona e
de 45,9% com o comparador (p=0,02). Esta diferença entre as duas formulações foi
ainda mais pronunciada para a acne da região do colo e do dorso costas. Em ambas
as localizações, observou-se maior taxa de cura ao final do tratamento e menor
número de exacerbações com a combinação de etinilestradiol + acetato de
clormadinona.3
Bibliografia
1.Schramm, G and Steffens, D. A 12-month evaluation of the CMA-containing oral
contraceptiva Belara® ®: efficacy, tolerability and anti-androgenic properties. Contraception
(2003); 67: 305-312.
2. Zahradnik, HP et al. Efficacy and Safety of the New Antiandrogenic Oral Contraceptive
Belara® ®. Contraception 1998; 57: 103-109.
3. Worret, I et al. Acne resolution Rates: Results of a Single-Blind, Randomizaed, Controlled,
Parallel Phase III Trial with EE/CMA (Belara® ®) and EE/LNG (Microgynon®). Dermatology
2001; 203: 38-44.
 

Contra-Indicações

Contra-indicações
Algumas mulheres não devem usar Belara® . Por exemplo, você não deve usar
Belara® se estiver grávida ou achar que está grávida ou se apresentar uma ou mais
das seguintes condições:
Doenças do fígado
- Doenças hepáticas progressivas agudas e crônicas, transtornos da secreção
biliar de bilirrubina (síndromes de Dubin-Johnson e de Rotor), transtornos da
secreção biliar, do fluxo biliar (colestase, mesmo tendo ocorrido no passado,
se associada à gestação ou uso de esteróides sexuais; isto inclui icterícia
idiopática ou prurido durante gestação anterior ou tratamento com estrogenioprogestogênio).
- Após a resolução de hepatite viral (testes de função hepática normais), um
período de 6 meses deve ser observado antes de iniciar o uso de Belara® .
- Neoplasias hepáticas passadas ou atuais.
Doenças vasculares e metabólicas
- Tabagismo
- História passada ou presente de transtornos tromboembólicos (especialmente
acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, trombose de veia profunda,
embolia pulmonar), bem como estados que aumentam a susceptibilidade a
estas condições (p.ex., transtornos da coagulação com tendência para
formação de trombos, antitrombina III (AT III) congênita, deficiências de
proteína C e proteína S, algumas doenças cardíacas).
- Hipertensão arterial exigindo tratamento
- Diabetes mellitus grave com alterações vasculares associadas
(microangiopatia)
- Anemia falciforme
- Transtornos graves do metabolismo lipídico, especialmente quando
acompanhado de outros fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Doenças malignas
- Certos tumores malignos (p.ex., de mamas, cérvice uterina ou mucosa uterina)
mesmo após seu tratamento ou em casos suspeitos.
Hiperplasia endometrial
Outras doenças
- história de herpes gestacional
- otoesclerose com deterioração durante gestações anteriores
- obesidade grave
- enxaqueca associada a transtornos sensoriais, da percepção e/ou motores
- sangramento genital anormal não diagnosticado
- hipersensibilidade a algum dos componentes da fórmula de BELARA®

Posologia

Você deve tomar um comprimido de Belara® todos os dias, durante 21 dias, no
mesmo horário, de preferência logo antes do horário de dormir. Os comprimidos
devem ser ingeridos inteiros. Após este período, uma pausa de 7 dias deve ser
respeitada, reiniciando-se uma nova cartela no 8o dia.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Não existem estudos até o momento que avaliem o uso de Belara® em idosos e
crianças. Os cuidados relativos ao uso de Belara® em outros grupos de risco estão
descritos no item “Advertências”.

Interações Medicamentosas

A eficácia contraceptiva de Belara® pode ser prejudicada pela administração
concomitante de medicamentos que aumentam a biodegradação de hormônios
esteróides (p.ex., barbitúricos, rifampicina, griseofulvina, fenilbutazona e
antiepilépticos, como barbexaclona, carbamazepina, fenitoína, primidona) e
preparações contendo Erva de São João. A ocorrência de pequenos sangramentos
vaginais (spotting) foi relatada em mulheres em uso de preparações contendo Erva
de São João e contraceptivos orais concomitantemente. Níveis sanguíneos reduzidos
do contraceptivo também foram medidos devido a alterações na flora intestinal

associadas ao uso concomitante de antibióticos como ampicilina ou tetraciclinas e,
também, após a ingestão de carvão ativado. Foram registradas taxas aumentadas de
sangramento intermenstrual e, em casos isolados, de gravidez.
A necessidade de insulina ou outros hipoglicemiantes pode ser alterada devido à
influência na tolerância à glicose.
A excreção de teofilina ou cafeína é diminuída durante o uso de contraceptivos orais,
levando ao aumento ou prolongamento do efeito destes dois fármacos.
Interação com exames laboratoriais
Valores normais de laboratório podem ser afetados pelos contraceptivos hormonais.
A velocidade de hemosedimentação, p.ex., pode aumentar na ausência de patologia.
Níveis aumentados de cobre e ferro séricos, assim como de fosfatase alcalina
leucocitária, p.ex., foram descritos, além de alterações em outros parâmetros
laboratoriais.
Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve ser usado com
cautela em portadores de Diabetes.
Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso
para a sua saúde.

Superdosagem


CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE
Sintomas
A intoxicação aguda resultante da tomada simultânea de um grande número de
comprimidos só é esperada em casos extremos e não resulta habitualmente em
condições com risco de vida, mas principalmente em sintomas gastrintestinais,
disfunção hepática, do equilíbrio hídrico e do metabolismo eletrolítico, bem como
sangramento de privação em mulheres. Meninas na pré-puberdade podem
apresentar discreto sangramento vaginal.

Tratamento
O monitoramento preventivo do metabolismo eletrolítico, equilíbrio hídrico e função
hepática, bem como medidas sintomáticas são necessários apenas em casos raros.