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Berotec

Laboratório: Boehringer Ingelheim

Princípio ativo: Bromidrato de Fenoterol

Tipo: Gotas, xarope adulto e xarope pediátrico

Forma Farmacêutica

Gotas: frasco com 20 ml.
Xarope adulto: frasco com 120 ml (cada ml contém 0,5 mg de bromidrato de fenoterol)
Xarope pediátrico: frasco com 120 ml (cada ml contém 0,25 mg de bromidrato de fenoterol)
Outras formas farmacêuticas e apresentações
BEROTEC aerossol dosificador + Aerocâmera: frasco com 10 ml (corresponde a 200
doses).
Uso adulto e pediátrico

Composição

Cada ml (= 20 gotas) contém:
bromidrato de fenoterol...................................................................................... 5,0 mg
Excipientes: cloreto de benzalcônio, edetato dissódico diidratado, cloreto de sódio, ácido
clorídrico, água purificada.
Cada 10 ml de xarope adulto (1 copo-medida) contêm:
bromidrato de fenoterol...................................................................................... 5,0 mg
Excipientes: edetato dissódico diidratado, ácido benzóico, sorbitol, hietelose, essência de
abricot, ácido clorídrico, água purificada.
Cada 10 ml de xarope pediátrico (1 copo-medida) contêm:
bromidrato de fenoterol...................................................................................... 2,5 mg
Excipientes: edetato dissódico diidratado, benzoato de sódio, sorbitol, hietelose, ácido cítrico
monoidratado, essência de cereja, essência de morango, corante vermelho de ponceau 4R,
água purificada.

Indicações (ao Paciente)

- Tratamento sintomático de crises agudas de asma.
- Profilaxia da asma induzida por exercício.
- Tratamento sintomático da asma brônquica e de outras enfermidades com constrição
reversível das vias aéreas, por exemplo, bronquite obstrutiva crônica. Deve-se considerar a
adoção de um tratamento antiinflamatório concomitante para pacientes com asma brônquica ou Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) que responda ao tratamento com esteróides.

Reações Adversas

Os efeitos indesejáveis freqüentes atribuídos a BEROTEC são leves tremores dos
músculos esqueléticos, nervosismo, cefaléia, tontura, taquicardia e palpitações. Pode
ocorrer hipopotassemia potencialmente grave com a terapia beta2-agonista. Como
com outros beta-miméticos, pode ocorrer náusea, vômito, sudorese, fadiga e
mialgia/cãibras musculares.
Raramente podem ocorrer casos de diminuição da pressão sangüínea diastólica e
aumento da pressão sangüínea sistólica, além de arritmias, particularmente após
doses mais altas. Em casos raros foram observadas irritações locais ou reações
alérgicas, especialmente em pacientes hipersensíveis. Como com outras terapêuticas
inalatórias, foram observadas, em alguns casos, tosse, irritação local e, menos
comumente, broncoconstrição paradoxal.
Em casos individuais foram relatadas alterações psicológicas sob terapia com betamiméticos.

Informações Técnicas (ao Médico)

BEROTEC tem como princípio ativo o bromidrato de fenoterol, que é um agente
simpaticomimético de ação direta, estimulando seletivamente os receptores beta2 em doses
terapêuticas. A estimulação dos receptores beta1 ocorre com doses mais altas. A ocupação
de um receptor beta2 ativa a adenilciclase por meio de uma proteína estimulante Gs. O
aumento do AMP cíclico (adenosina-monofosfato) ativa a proteína quinase A e esta, então,
fosforila as proteínas-alvo nas células da musculatura lisa. Em resposta a isso, ocorre a
fosforilação da quinase da cadeia leve da miosina, inibição da hidrólise da fosfoinositida e a
abertura dos canais largos de condutância de potássio-cálcio ativados. Existem algumas
evidências de que o canal máximo de K+ possa ser ativado diretamente via proteína Gs.
BEROTEC relaxa a musculatura lisa bronquial e vascular e previne contra estímulos
broncoconstritores tais como indução por esforço, histamina, metacolina, ar frio e exposição
a alérgenos (fase precoce). Após administração aguda, a liberação de mediadores
broncoconstritores e pró-inflamatórios dos mastócitos é inibida. Além disso, demonstrou-se
um aumento no clearance mucociliar após a administração de doses mais elevadas de
fenoterol. As concentrações plasmáticas mais elevadas, mais freqüentemente atingidas com
administração oral ou ainda mais com administração i.v., inibem a motilidade uterina.
Também se observam, em doses mais elevadas, efeitos metabólicos como lipólise,
glicogenólise, hiperglicemia e hipopotassemia, sendo esta última causada pelo aumento de
captação de K+, principalmente para dentro do músculo esquelético.
Os efeitos beta-adrenérgicos no coração, tais como aumento do ritmo cardíaco e da
contratilidade, são causados pelos efeitos vasculares do fenoterol, pela estimulação do
receptor beta2 cardíaco e, em doses supraterapêuticas, pelo estímulo do receptor beta1.
Tremor é o efeito dos beta-agonistas mais freqüentemente observado. Diferentemente dos
efeitos na musculatura lisa brônquica, os efeitos sistêmicos dos beta-agonistas estão
sujeitos ao desenvolvimento de tolerância. O efeito broncodilatador de BEROTEC após
inalação inicia-se poucos minutos após a administração e perdura por 3 a 5 horas no caso
de doenças pulmonares obstrutivas. Dependendo do método de inalação e do sistema
utilizado, cerca de 10-30% do fármaco liberado pelo aerossol alcançam o trato respiratório
inferior, enquanto o restante é depositado no trato respiratório superior e na boca. Como
resultado, parte do fenoterol administrado por inalação entra no trato gastrintestinal. Após
inalação de um puff de BEROTEC 200 mcg, constata-se uma taxa de absorção de 17% da
dose. A absorção segue, então, um curso bifásico: 30% do fármaco é rapidamente
absorvido, com meia-vida de 11 minutos, e 70% é absorvido vagarosamente, com meia-vida
de 120 minutos. Não existe correlação entre os níveis sangüíneos e a curva
farmacodinâmica tempo-efeito após a inalação.
A longa ação broncodilatadora após inalação, comparada com aquela após administração
i.v., não é sustentada pelos níveis plasmáticos sistêmicos. Após administração oral,
aproximadamente 60% do bromidrato de fenoterol é absorvido. A parcela absorvida sofre
intenso metabolismo de primeira passagem hepática e, como resultado, a biodisponibilidade
oral cai para cerca de 1,5%. Devido a isso, a porção deglutida do fármaco não contribui
praticamente em nada para o nível plasmático sistêmico após a inalação.
O BEROTEC administrado sistemicamente é eliminado de acordo com um modelo
tricompartimental, com meia-vida de tα(1/2)=0,42 minutos, tβ(1/2)=14,3 minutos, tγ(1/2)=3,2
horas. A transformação metabólica do fármaco no homem ocorre quase exclusivamente por
sulfatação, predominantemente na parede intestinal. No seu estado não-metabolizado, o
bromidrato de fenoterol pode passar através da placenta e penetrar no leite materno. Não há
dados suficientes sobre os efeitos do bromidrato de fenoterol no estado metabólico
diabético.
Estudos de toxicidade aguda foram conduzidos em rato, camundongo, cão e macaco, por
via oral, i.v., s.c., i.p. e inalatória. A DL50 oral em roedores adultos e em coelhos estava entre
1600-7400 mg/kg de peso corporal e, em cães, entre 150-433 mg/kg de peso corporal. A
DL50 i.v. para camundongo, rato, coelho e cão estava entre 34-81 mg/kg de peso corporal.
Quando administrada por inalação, a toxicidade foi muito baixa. Não se observou
mortalidade até 670 mg/kg de peso corporal, dependendo da espécie e do esquema
experimental.
Estudos de toxicidade com doses repetidas incluem o teste crônico em camundongos, ratos
e cães por períodos de até 78 semanas e pela variação das vias de administração v.o., s.c.,
i.v., i.p. e por inalação. Resumindo, em cão, coelho, camundongo e rato, os estudos de
toxicidade revelaram dados típicos após a administração de beta-simpaticomiméticos (p. ex.
depleção de glicogênio hepático, conteúdo de glicogênio reduzido no músculo, níveis de
potássio sérico reduzido, taquicardia). Com doses maiores, observaram-se hipertrofia e/ou
lesões miocárdicas em rato, camundongo e coelho por várias vias de administração a partir
de 1 mg/kg de peso corporal/dia; por exemplo, em coelhos após administração i.v. por um
período superior a 4 semanas. Em cães - espécie mais sensível a beta-adrenérgicos - tais
lesões foram encontradas com doses progressivas a partir de 0,019 mg/kg de peso

corporal/dia. Estudos subagudos por inalação em macacos não revelaram efeitos tóxicos
diretamente relacionados ao fármaco.
Em estudos de toxicidade na reprodução, ratos e coelhos não revelaram alterações
teratogênicas ou embriotóxicas quando o medicamento foi administrado por inalação. A
fertilidade e a cria não foram prejudicadas pelo bromidrato de fenoterol. Quando
administradas oralmente, doses de até 40 mg/kg de peso corporal/dia não mostraram ter
efeitos deletérios na fertilidade de ratos machos e fêmeas. Doses diárias de até 25 mg/kg de
peso corporal em coelhos e até 38,5 mg/kg de peso corporal em camundongos não
mostraram ter efeitos embriotóxicos nem teratogênicos. Em ratos, efeitos tocolíticos foram
observados com doses de 3,5 mg/kg de peso corporal/dia e, com 25 mg/kg de peso
corporal/dia, ocorreu um leve aumento na mortalidade fetal e/ou neonatal. Doses
extremamente altas, de 300 mg/kg de peso corporal/dia via oral e de 20 mg/kg de peso
corporal/dia i.v., revelaram um aumento na taxa de malformações.
Não se observou atividade mutagênica quando o bromidrato de fenoterol foi testado in vitro
e in vivo. Estudos de carcinogenicidade em camundongos (via oral por 18 meses) e em
ratos (via oral e inalatória por 24 meses) revelaram que doses de 25 mg/kg de peso
corporal/dia de bromidrato de fenoterol induziram um aumento na incidência de leiomiomas
uterinos com atividade mitótica variável em camundongos, e de leiomiomas mesovarianos
em ratos, efeitos conhecidos causados pela ação local de agentes beta-adrenérgicos nas
células da musculatura lisa uterina em camundongos e ratos. Levando em consideração o
nível de pesquisa atual, estes resultados não são aplicáveis ao homem. Todas as outras
neoplasias encontradas foram consideradas tipos comuns de neoplasias, de ocorrência
espontânea nas raças utilizadas e não mostraram um aumento biologicamente relevante na
incidência, resultante do tratamento com fenoterol. Em estudos de tolerância local em
coelhos, com administrações i.v., i.a., dérmica oclusiva e semioclusiva e instilação de uma
solução a 0,05 ou 0,1% no saco conjuntivo, o fármaco foi bem tolerado.

Contra-Indicações

Cardiomiopatia obstrutiva hipertrófica, taquiarritmia, hipersensibilidade ao bromidrato
de fenoterol e/ou a quaisquer outros componentes da fórmula.

Posologia

Xarope adulto
- Adultos: ½ a 1 copo-medida (5 a 10 ml), 3 vezes ao dia.
- Crianças de 6 a 12 anos: ½ copo-medida (5 ml), 3 vezes ao dia.
Xarope pediátrico
- Crianças de 6 a 12 anos: 1 copo-medida (10 ml), 3 vezes ao dia.
- Crianças de 1 a 6 anos: ½ a 1 copo-medida (5 a 10 ml), 3 vezes ao dia.
- Crianças menores de 1 ano: ½ copo-medida (5 ml), 2 a 3 vezes ao dia.
BEROTEC xarope pode ser utilizado por pacientes diabéticos, sem restrições dietéticas.
Gotas
(1 ml = 20 gotas = 5,0 mg; 1 gota = 0,25 mg).
As doses devem ser adaptadas às necessidades individuais do paciente; os pacientes
deverão ser mantidos sob supervisão médica durante o tratamento.
O frasco de BEROTEC vem equipado com um moderno tipo de gotejador, de fácil manuseio:
basta colocar em posição vertical e deixar gotejar a quantidade desejada.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco

Não existem restrições ou precauções especiais para o uso do produto em pacientes com
idade superior a 65 anos, desde que sigam corretamente as precauções e a orientação
médica.
N° do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide cartucho.
Para sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.

Interações Medicamentosas

O efeito de BEROTEC pode ser potencializado por beta-adrenérgicos, anticolinérgicos
e derivados da xantina. A administração concomitante de outros beta-miméticos,
anticolinérgicos de absorção sistêmica e derivados da xantina (p. ex. teofilina) pode
aumentar os efeitos colaterais.
Agonistas beta-adrenérgicos devem ser administrados com cautela a pacientes sob
tratamento com inibidores da MAO ou antidepressivos tricíclicos, uma vez que a ação
dos agonistas beta-adrenérgicos pode ser potencializada. A administração simultânea
de betabloqueadores pode causar uma redução potencialmente grave na
broncodilatação.
A inalação de anestésicos halogenados, tais como halotano, tricloroetileno e
enflurano, pode aumentar a susceptibilidade aos efeitos cardiovasculares dos betaagonistas.

Superdosagem

Sintomas: Os sintomas esperados de superdosagem são os mesmos de uma estimulação
beta-adrenérgica excessiva, incluindo aumento exagerado dos efeitos farmacológicos
conhecidos, ou seja, qualquer um dos descritos no item Reações adversas, sendo os mais
proeminentes a taquicardia, palpitações, tremor, alargamento da pressão de pulso, dor tipo
angina, hipertensão, hipotensão, arritmias e rubor.
Tratamento: Após uso oral, lavagem gástrica. Administrar sedativos, tranqüilizantes; em
casos graves, medidas de tratamento intensivo. Como antídoto específico, recomendam-se
bloqueadores dos beta-receptores; de preferência, bloqueadores dos beta1-receptores,
entretanto, nos pacientes com asma brônquica deve-se considerar um possível aumento da
obstrução brônquica e, portanto, deve-se ajustar cuidadosamente a dose.